Uma pesquisa feita pelo cientista Toshiyuki Shiwa e sua equipe do laboratório japonês ATR revelou que para que os robôs sejam aceitos talvez seja preciso preencher seu tempo de espera com algumas palavras, que desviariam a atenção humana para o problema real: demora para execução de ordens.
Segundo o site NewScientist, a pesquisa foi conduzida com 38 estudantes que avaliaram o tempo que robôs domésticos demoravam para responder aos seus comandos de voz.
Ordens como "tire o lixo", por exemplo, foram executadas com intervalos diferenciados, entre 0 e 5 segundos. Obviamente, os estudantes preferiram robôs que respondiam em menos de 1 segundo, com 2 segundos sendo o limite aceitável.
Esperas mais longas, que irritariam os usuários, foram amenizadas a partir de uma técnica simples: o uso de algumas palavras desnecessárias, como "bem" ou "hã" para ganhar tempo. "Quando os robôs usaram preenchimento nas conversas para ganhar tempo até que pudessem responder, as pessoas não notaram o atraso", explicou Shiwa durante a apresentação do estudo em uma feira de interação Homem-Robô realizada na última semana na Holanda.
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