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Terça, 25 de março de 2008, 09h26 
China: epidemia de spam por celular afeta 200 milhões
 
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A China está investigando o envio de milhões de mensagens de texto indesejadas para metade de todos os usuários de telefones celulares no país. As mensagens promocionais, também conhecidas como spam, atingiram mais de 200 milhões de pessoas e despertaram a ira do governo, que agora quer que os responsáveis pelo ataque "corrijam seus erros".

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No fim de semana, o Conselho de Estado anunciou que está conduzindo uma grande investigação para apurar e punir os culpados, informou a agência de notícias estatal Xinhua.

As autoridades do Conselho disseram que a razão por trás do envio das mensagens foi a "ganância". "Pedimos às partes implicadas que façam uma sindicância interna para corrigir os erros que foram causados por priorizar o lucro em detrimento do interesse público", disse Liu Yue, vice-diretor do Escritório do Conselho de Estado para Retificação de Más Práticas.

Operadoras
O mercado de telefonia celular da China possui 555 milhões de usuários e é disputado por duas operadoras, a China Mobile e a China Unicom. Ambas as companhias abriram linhas diretas para atender aos clientes que se sentiram lesados com a situação.

A maior companhia, a China Mobile, se desculpou publicamente pelo abuso e disse estar disposta a passar a bloquear todo envio em massa de qualquer mensagem promocional.

Denúncia
O caso veio à tona em um especial de TV sobre os direitos do consumidor, transmitido pelo canal estatal CCTV há cerca de dez dias. O programa denunciou as operadoras por terem permitido que sete empresas de publicidade online enviassem mensagens de texto sem o consentimento dos usuários para recebê-las.

"Enquanto operadora, nós temos a obrigação de bloquear as mensagens. Nós temos uma inevitável responsabilidade nesse caso", admitiu o gerente de operações da China Mobile, Xu Ming, à CCTV.

Entre as sete empresas de marketing infratoras está a Focus-Media, que é uma companhia de capital aberto com ações listadas no índice Nasdaq da bolsa de Nova York.


 
BBC Brasil

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