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Tecnologia

 
 

Hotel inteligente seduz com alta tecnologia

25 de março de 2008 09h57 atualizado às 11h18

O Peninsula Hotel quer que o hóspede se sinta em casa. Foto: Divulgação

O Peninsula Hotel quer que o hóspede se sinta "em casa"
Foto: Divulgação

Um hotel de alta tecnologia em Tóquio não chega a ser exatamente uma novidade - lá inclusive os hotéis medianos costumam dispor de serviços como cortinas controladas remotamente e TVs de tela plana. Mas o Península Hotel, com diárias a partir de 60 mil ienes (em torno de 360 euros, equivalente a pouco mais de R$ 970) é tido como "o mais conectado" e o de quartos mais bem planejados - um prédio inteligente feito para servir seus hóspedes, que usa a tecnologia para que eles sintam-se em casa.

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O edifício de 24 andares se encontra em frente ao parque Hibiya, no distrito Marunochi. Desde que abriu as portas, em setembro último, o Península se converteu num local de peregrinação para outros hoteleiros em busca de inspiração. O hóspede, que acaba de chegar de um longo vôo e de duas horas de viagem com um atraso infernal desde o aeroporto de Narita, é levado para um espaço tranquilo e levemente iluminado, onde parece que toda e qualquer eventualidade foi antecipada. Precisa ligar para casa e avisar que chegou? O painel do telefone mostra a hora local.

O hotel tem quartos com telas de TV no banheiro (e elas não ficam embaciadas), além de controles junto à cama para ajustar a umidade, a TV e a luz. Sente-se desidratado pelo vôo, ou pelo inverno em Tóquio? Simplesmente ajuste a umidade. Precisa acordar para uma reunião? Coloque um cartucho de expresso na cafeteira Lavazza que fica atrás da porta do armário e aperte o botão.

Quando o telefone toca, o rádio ou a TV silenciam de forma automática. Quando toca durante a noite, um dispositivo ao lado da cama brilha o suficiente para que você enxergue e possa atender. O telefone do banheiro tem um filtro digital para não haver eco. Se você apertar o botão "spa" dentro da banheira, a luz se torna mais suave e o rádio começa a tocar, sintonizado numa emissora que oferece "música relaxante".

Para telefonar via Internet usando o Skype, não é preciso ligar o notebook: simplesmente aperte o botão "Skype" no telefone. Se quiser continuar a conversa na recepção do hotel, simplesmente saia do quarto levando o telefone sem fio. Se quiser, continue falando na rua: o telefone capta uma rede móvel.

O homem por trás de grande parte deste projeto é Fraser Hickox, chefe do departamento de serviços eletrônicos da companhia, que supervisionou mais de 20 engenheiros durante dois anos à medida que experimentavam várias versões dos quartos. Ainda que Hickox, australiano que vive em Hong Kong, tenha um doutorado em física, gosta de fazer com que os quartos sejam acessíveis também para quem não é entendido em tecnologias. "O grande segredo da tecnologia é que não deveríamos ter que pensar nela", diz ele. "A tecnologia é a parte mais fácil", conclui.

O que custa, de verdade, é tentar antecipar seu uso e torná-la ótima. Por trás de cada inovação nos quartos do Peninsula há uma história. A rádio com Internet do painel na parede, por exemplo, surgiu de uma conversa entre Hickox e um cliente japonês no Península de Nova York. Depois de um dia de reuniões estressantes, o executivo queria relaxar com um toque que o fizesse lembrar de sua própria casa - neste caso, a emissora japonesa NHK em seu rádio de ondas curtas.

Hickox admite que sua equipe e ele fizeram "uma ou outra bobagem" em sua busca pelos serviços ideais. No Península de Hong Kong instalaram teleimpressoras com os valores da Bolsa. "Pensamos que nossa clientela se interessaria em seguir o mercado", explicou. Mas a única pessoa que as utilizava era o técnico, para saber se estavam funcionando corretamente.

Terra Colombia