
A companhia começou a injetar capital de risco em companhias nacionais em 1999. Nos anos de 2001 e 2002, o volume de aportes caiu após a crise mundial desencadeada pelos ataques de 11 de setembro, nos Estados Unidos.
"Desde então, os volumes aplicados têm aumentado", afirmou o diretor de investimentos da Intel Capital no Brasil, Fábio de Paula, durante Fórum Inovação Brasil 2008, realizado nesta quinta-feira.
Segundo ele, a América Latina "é uma região prioritária" para o fundo de investimento e, por isso, a empresa continua em busca de novas oportunidades.
Os aportes da Intel Capital são feitos, em sua maioria, através da compra de participação minoritária, de até 20 por cento, mas os valores injetados não costumam ser revelados.
Em 2007, a Intel Capital investiu em três companhias brasileiras, das quais a última foi a integradora de sistemas InfoServer, em dezembro. Hoje, a empresa tem participação acionária em nove empresas brasileiras, como Digitron, Neovia, Certisign, Yavox e Spring Wireless.
Este ano, a companhia de venture capital ainda não anunciou nenhum aporte no Brasil. As áreas prioritárias para a Intel Capital, segundo Fábio de Paula, são a banda larga sem fio, a telemedicina e os recursos para transformar as casas e as empresas em edifícios "digitais".
Na primeira metade de 2007, por exemplo, a Intel Capital aplicou 1,3 bilhão de dólares em 390 projetos em todo o mundo, volume mais alto desde 2001, segundo dados da Thomson Financial.
(Por Taís Fuoco)
Reuters
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