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Quinta, 10 de abril de 2008, 11h52 Atualizada às 15h38

Relógios usam tecnologia de dinheiro contra pirataria

A luta contra a pirataria de artigos de luxo começa a buscar apoio em tecnologias cada vez mais sofisticadas. Um ótimo exemplo é a grife suíça de relógios Vacheron Constantin, que optou por recursos de segurança geralmente usados em notas de banco e passaportes.

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A nova atitude da Vacheron Constatin contra a pirataria foi demonstrada em uma feira anual de marcas suíças de relógios de luxo que está acontecendo em Genebra. Os recursos de segurança foram planejados com a ajuda de Orell Fuessli, perito em impressões de cédulas e passaportes, e Roger Pfund, designer que já produziu gráficos para notas e também foi responsável pelo design do passaporte suíço atual.

Os recursos usados na fabricação dos relógios (alguns visíveis apenas sob luz ultravioleta) incluem gravação a laser com ou sem tinta, a cobertura do visor com uma fina camada de ouro branco, a impressão de um micro-texto no visor (visível somente com uma lupa), e um filme de segurança padronizado.

A adição de todos estes recursos ao relógio pode levar até 16h. A Vacheron Constantin produz cerca de 20 mil relógios por ano.

Segundo a agência AFP, em 2006 a Federação Industrial de Relógios da Suíça declarou que aproximadamente 40 milhões de relógios suíços são falsificados anualmente em todo o mundo, quase o dobro do número de originais produzidos na Suíça.

Redação Terra

AFP
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