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Em um estudo publicado na mais recente edição da revista Science, os cientistas explicam que o novo chip ainda consome menos energia, tem um custo de produção menor, funciona durante semanas sem precisar ser recarregado e é praticamente inquebrável, já que não possui partes soltas.
A imensa capacidade de armazenamento do invento "abre a porta para a criatividade e o desenvolvimento de aparelhos e aplicativos jamais imaginados até agora", disse Stuart Parkin, diretor do projeto.
Segundo o especialista, a nova memória flash "lê 16 bits de dados através de um só transistor", o que lhe permite processar informações 100 mil vezes mais rápido que os chips atuais.
Na prática, um iPod com esse tipo de memória terá capacidade para armazenar meio milhão de músicas ou 3,5 mil filmes, muito mais que o reprodutor da Apple com maior memória da atualidade, o iPod Classic de 160 GB, que guarda até 40 mil canções.
Chamada de "racetrack", a memória se aproveita do movimento giratório dos elétrons para armazenar dados, tecnologia conhecida como "spintronics" e que valeu aos cientistas Albert Fert e Peter Grunberg o Nobel de Física 2007.
Os autores do estudo admitem que a "racetrack" ainda está em fase de desenvolvimento e que a fabricação de um protótipo que utilize a tecnologia vai levar "dois ou três anos".
Para eles, os primeiros aparelhos com este tipo de memória devem chegar ao mercado em uma década.

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