O esforço para a criação de novas leis contra o cibercrime é um desperdício de papel e de tempo, segundo afirmação de Dmitri Alperovitch, diretor de análise de inteligência da empresa de segurança Secure Computing.
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A declaração foi feita durante uma sessão da RSA, a principal conferência de segurança em informática dos Estados Unidos, em que o especialista afirmou que os legisladores deveriam rejeitar a pressão para criar novas leis contra modalidades do cibercrime, sendo que estas seriam apenas uma nova abordagem de crimes já cobertos por leis de centenas de anos.
"Estes crimes, quando você olha o que realmente estão tentando fazer, são realmente cobertos por leis de centenas de anos. É do meu entendimento que novas leis não são apenas desnecessárias como muitas vezes desperdício de papel e desperdício de tempo", disparou.
Embora phishing, ataques, malwares e criação de redes botnets sejam temas relativamente novos, deixaram de se aplicar a hackers amadores e graças a uma alta especialização passaram a ser praticados por organizações criminosas, conforme noticiou o site The Register.
Alperovitch citou alguns exemplos que corroboram esta idéia, como Dmitry Golubov, um ucraniano membro do Carderplanet, site que comprava e comercializava informações de cartões de crédito e débito, que foi preso em 2006 e liberado após intervenção de dois parlamentares, formando pouco depois o Partido da Internet no país; Younis Tsouli, que em 2007 foi preso por autoridades inglesas por incitar atos de terrorismo ligados à Al-Qaeda e ao roubo de cartões de crédito, que supostamente auxiliavam em suas atividades; e Maxim Yamstremsky, preso em 2007 por vender grandes blocos de cartões de créditos roubados da loja TJX.