Atualizada às 12h29
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Esteiras multidirecionais não são novidade - vêm sendo desenvolvidas há muitos anos inclusive por militares americanos. Mas, segundo o pesquisador Marc Ernst, do Instituto de Cibernética Biológica de Tubingen, essa é "a primeira a permitir que a pessoa caminhe quase que naturalmente".
A CyberCarpet é formada por 25 esteiras convencionais que se movimentam independentemente. Isto permite que o "pedestre" seja levado de volta ao centro da plataforma toda vez que ele acelera em direção a uma das beiradas.
Segundo Ernst, o tamanho da plataforma também faz a diferença. "Se fosse muito pequena, você teria que levar a pessoa de volta ao centro muitas vezes e daria a impressão de se caminhar no gelo", afirma.
Para desenvolver o passeio virtual, os cientistas do Instituto colocaram juntos a plataforma, um sistema de rastreamento dos passos e um software de realidade virtual recriando Pompéia.
Cidades virtuais
A equipe alemã trabalhou em parceria com o Instituto Federal Suíço de Tecnologia (ETHZ), que desenvolveu o CityEngine, um programa para recriar virtualmente determinadas cidades em grande escala e em vários níveis de detalhe.
Além de Pompéia, durante a conferência desta semana, os usuários também poderão "caminhar" por Roma.
Os pesquisadores acreditam que a tecnologia poderá ser usada ainda em diversas outras áreas, como jogos, ensino, arquitetura e planejamento, planejamento para lidar com desastres, treinamento e reabilitação médica.
Além dos institutos alemão e suíço, participaram do projeto a Universidade de Roma, o Instituto de Mecânica Aplicada e o Instituto de Engenharia de Controle Automático de Munique.
BBC Brasil
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Divulgação
A CyberCarpet é formada por 25 esteiras convencionais que se movimentam independentemente.
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