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Quinta, 17 de abril de 2008, 19h53

Fórum abre com música e distribuição de arroz

Dayanne Rodrigues
Direto de Porto Alegre

Arroz Quilombola. Esse foi o personagem que recepcionou o público na abertura oficial do Fórum Internacional Software Livre, em Porto Alegre enquanto as autoridades não chegavam. Um vídeo sobre o alimento foi mostrado aos participantes, explicando que o cultivo do grão foi resgatado da cultura africana através da ONG Guayi, sediada em Porto Alegre. Em seguida, jovens de sociedades quilombolas que integram o Projeto Resgate Cultural fizeram uma apresentação com instrumentos feitos de sucatas. O arroz foi distribuído para todos os participantes em pequenos saquinhos, acompanhado de instruções de preparo.

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Pouco depois das 16h30, os convidados foram chamados para compor a mesa. Quem abriu os trabalhos foi o coordenador geral da Associação Software Livre.Org, Sady Jacques. Ele leu um poema em homenagem ao software livre e confirmou o aumento de 20% de participantes em relação ao Fórum do ano passado.

Jacques disse ainda que, nesse ano, a organização do evento fez uma chamada para a comunidade do software livre para avaliar as palestras que estariam no evento. Além disso, as caravanas de outros Estados aumentaram nesse ano em relação a 2007. Falaram também o representante da reitoria da PUCRS, o irmão Lauro Francisco Hochscheidt, que citou o projeto CESMAR de inclusão digital em Porto Alegre e o diretor-técnico da Procempa, Zilmino Tartati, que abordou os telecentros da Capital e o projeto de implementar banda larga em todas as escolas da rede municipal.

O presidente Lula foi representado pelo coordenador do Comitê Técnico de Implementação Software Livre, Marcos Mazoni, que leu uma mensagem na qual Lula dava os parabéns aos organizadores do evento. Na mensagem, Lula falou que o software livre é uma das soluções para acabar com o "fosso secular" entre os que têm acesso à informação e os que não têm.

Mas o ponto alto da abertura foi a manifestação do governador do Paraná, Roberto Requião. Em um discurso lido, mas fervoroso, o governador paranaense criticou de forma veemente aqueles que "monopolizam a tecnologia". Disse que ainda há muito o que fazer no que diz respeito à inclusão digital, mas que estão ocorrendo avanços no campo do conhecimento. O governador contou como foi a implementação dos sistemas de software livre no governo do Paraná. "No início, foi muito difícil, pois a expectativa era que o novo sistema iria dar muitos problemas e comprometer o funcionamento" das atividades públicas, disse.

Aplaudido de pé, inclusive pelo presidente da Linux Internacional, Jon "Maddog" Hall, Requião comemorou junto com o público a economia de mais de R$ 180 milhões com a utilização de sistemas de código aberto. Essa verba, segundo ele, foi revertida para projetos de inclusão digital e melhoramentos nos sistemas digitais do governo.

O vice-governador do Rio Grande do Sul, Paulo Afonso Feijó, foi o último a falar. De forma breve, ele disse que o Estado gaúcho também incentiva o uso do software livre que, para ele, é uma questão de liberdade de escolha, e enfatizou a diferença entre software livre e software gratuito.

A governadora do Rio Grande do Sul Yeda Crusius não pôde comparecer ao evento em razão de problemas de agenda. Ela chegou a cancelar uma viagem à Bahia, mas precisou estar presente em outro compromisso e não conseguiu chegar a tempo.

Redação Terra

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