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Sábado, 19 de abril de 2008, 14h59 Atualizada às 20h02

'Seguidores de Maddog' são maioria no Fórum

Já se trata da nona edição e o público cresce a cada ano, com recorde de 6,6 mil visitantes em 2008. Mas o Fórum Internacional Software Livre, que se encerra neste sábado, ainda parece atrair mais o interesse dos estudantes que dos engravatados.

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Os corredores desta edição do evento estão repletos deles - jovens e até crianças são maioria esmagadora na comparação com adultos e executivos de negócios.

Vários adolescentes e universitários adotam o "jeito Maddog de ser": cabelos e barbas longas, ao estilo de Jon Maddog Hall, norte-americano que é um dos principais defensores do software livre e que chegou a trabalhar em parceria com Linus Torvalds, o criador do sistema operacional Linux.

Ainda não existem estatísticas oficiais do perfil do público, mas o clima de evento universitário supera de longe o de um evento de tecnologia e negócios.

O convite para a festa de encerramento também dá pistas do aspecto ainda muito juvenil do evento. Hackers com habilidades como DJs foram convidados para animar a ocasião. O evento mistura estandes de netbooks - versão mais moderna de notebook com tamanho reduzido - rodando com software livre a outros de artesanatao e sementes, já que o clima exige ser o mais livre possível.

Maddog, presente mais uma vez ao fórum, de bermudas e com sua longa barba branca, convida os pesquisadores a "divertir-se" com o software livre, mas ressalta a necessidade de que ele chegue às massas, se popularize e não fique restrito às empresas ou a aplicações muito específicas.

Ele admite que tal processo "leva um longo tempo", mas disse já ter percebido avanços no mercado brasileiro. "Sistemas como o navegador Firefox já são bastante populares aqui", afirma.

"O movimento (de popularização) está em curso", reitera o pesquisador, que estuda softwares de códigos abertos há 40 anos.

Para ele, países como Brasil e Alemanha estão liderando o que considera "uma tendência mundial". Vizinhos do Brasil na região, como Uruguai e Costa Rica, "já fazem alguma coisa (em software livre), mas nada parecido" ao que se vê no Brasil, diz ele.

Quanto ao fato dos sistemas de código aberto estarem mais presentes nas corporações do que na casa das pessoas, Maddog afirma que "na medida em que as pessoas se acostumarem com os sistemas abertos nas empresas em que trabalham, adotarão com mais facilidade esse tipo de software em casa também".

Reuters

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