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Tecnologia

 
 

Ações do Yahoo despencam após desistência da Microsoft

05 de maio de 2008 13h23 atualizado às 13h38

As ações do Yahoo caíram em mais de 20%, depois que a Microsoft retirou sua oferta de aquisição de US$ 47,5 bilhões, reduzindo em US$ 7,6 bilhões a capitalização de mercado da empresa de Internet e aumentando a pressão sobre seus líderes.

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Depois da retirada, o Google, líder das buscas na Internet, parecia posicionado para colher os frutos do acordo frustrado, que poderia ter resultado em uma das maiores fusões no setor de tecnologia e poderia ameaçar a firme expansão do Google na Web.

As ações da Microsoft subiram em 2,6% devido ao alívio dos investidores por a empresa ter evitado um pagamento excessivo pelo Yahoo, enquanto as do Google subiam em 2,2%. "O fim das negociações entre Microsoft e Yahoo elimina, por enquanto, o risco de um concorrente online poderoso para a publicidade do Google", escreveram George Askew e Scott Devitt, da Stifel Nicolaus, em nota de pesquisa. Eles elevaram sua meta de preço para as ações do Google de US$ 610 para US$ 675.

O Yahoo vem testando uma parceria publicitária que daria ao rival Google parte de sua publicidade vinculada a buscas. Embora alguns observadores de Wall Street considerem que isso seja uma possível saída para o Yahoo, a idéia também representaria novos benefícios para o Google.

O colapso das negociações entre Steve Ballmer, presidente-executivo da Microsoft, e Jerry Yang, presidente-executivo do Yahoo, levou as corretoras de Wall Street a reduzir suas recomendações e metas de preço para as ações do Google, cuja cotação potencial estava estimada em US$ 37 apesar do máximo de US$ 33 que a Microsoft propôs em sua oferta revisada.

As ações do Yahoo haviam fechado em US$ 19,31 em 31 de janeiro, um dia antes que a Microsoft anunciasse sua oferta não solicitada pela empresa. Yang, um dos fundadores do Yahoo, controla cerca de quatro por cento da companhia.

Os analistas esperam processos de acionistas contra os executivos do Yahoo, enquanto o grupo de Internet pioneiro tenta desenvolver possíveis acordos com outras empresas de mídia e Internet, como a America Online, da Time Warner .

Reuters
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