
Atualizada às 13h33 Peter Griffiths
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O professor Jonathan Zittrain diz que os mais recentes aparelhos de alta demanda são caixas seladas, "estéreis", que sufocam a criatividade e transformam os consumidores em usuários passivos da tecnologia.
Ao contrário dos computadores domésticos, os novos aparelhos com acesso à Internet não se prestam às alterações e ao trabalho colaborativo que conduz a avanços tecnológicos, ele diz. A mistura de aparelhos, o excesso de regulamentação e os temores quanto à segurança da Internet podem destruir o velho sistema sob o qual a tecnologia convencional "podia ser influenciada, e até revolucionada, por fatores completamente inesperados."
"Não quero ver um mundo em dois escalões, no qual apenas os especialistas sejam capazes de sobreviver... e os não especialistas fiquem presos entre algo que não entendem e algo que os limita", disse Zittrain em entrevista à agência Reuters.
Ele é professor de governança e regulamentação da Internet no Oxford Internet Institute, parte da Oxford University, e diz que a arquitetura simples e aberta da Internet é a chave tanto para seu enorme sucesso quanto para suas falhas.
Entusiastas amadores desenvolveram dezenas de novas idéias ao mexer com a Internet em seus computadores caseiros. No entanto, hackers causaram imensas perturbações ao explorar a estrutura frouxa da rede.
Zittrain contrasta um dos primeiros computadores produzidos em massa, o Apple II, dos anos 70, com o mais recente aparelho da Apple, o iPhone. Ele diz que o iPhone é típico daquilo que designa como "aparelhos atrelados."
"São aparelhos que, embora fáceis de usar, tornam difícil qualquer alteração", escreve. "Estão atrelados aos produtores, que podem mudá-los de longe muito depois que eles deixaram os depósitos e lojas."
Ficam a um mundo de distância da "Internet geradora", termo que Zittrain emprega para descrever a abordagem aberta, criativa e inovadora que ajudou na construção da Internet.
Por enquanto, o livro The Future of the Internet and How To Stop It só está disponível em inglês, pela editora Penguin.
Reuters
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