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Celular & Wireless
Quinta, 8 de maio de 2008, 15h54  Atualizada às 09h20
Nokia deve vender 35 milhões de telefones GPS em 2008
 
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A Nokia Oyj, maior fabricante mundial de celulares, espera vender 35 milhões de telefones equipados com sistema de posicionamento global (GPS), afirmou o presidente-executivo da empresa.

"Esperamos vender cerca de 35 milhões de aparelhos com GPS em 2008, o que é igual a todo o mercado de aparelhos GPS em 2007", disse Olli-Pekka Kallasvuo na reunião anual dos acionistas.

A compra da empresa norte-americana de navegação Navteq pela Nokia por US$ 8,1 bilhões, que ainda precisa ser aprovada pela União Européia, foi um bom negócio, segundo Kallasvuo.

"Quando olhamos para a compra com os olhos que temos agora, quando consideramos a navegação de pedestres, serviços de mapas, mapas digitais, estamos ainda mais animados sobre as oportunidades do que quando tomamos a decisão", acrescentou.

A maior parte dos telefones vendidos este ano vão para consumidores que já possuem um telefone, e segundo o presidente-executivo da empresa: "Globalmente, esperamos que as vendas substitutivas representem mais de 70% do volume da indústria em 2008".

A fabricante finlandesa afirmou recentemente que está preparada para apresentar muitos novos modelos para as operadoras dos Estados Unidos nos próximos meses para aumentar sua fatia de mercado no país.

O executivo disse ter expectativa de bons momentos para a Nokia nos Estados Unidos onde, de acordo com uma pesquisa da Strategy Analytics, sua fatia de mercado caiu de 20 para 7% nos últimos dois anos.

Em comparação, a fatia de mercado mundial da Nokia era de 39% no primeiro trimestre.

"Eu peço um pouco mais de paciência para os acionistas", afirmou. "Há muito mais coisas positivas a serem vistas a frente (nos Estados Unidos)".

Como parte da estratégia da Nokia de se voltar mais para o mercado de serviços de Internet, Kallasvuo explicou que no momento de seguir seu caminho a Nokia visará agir menos como uma empresa tradicional de hardware e mais como uma empresa de Internet.
 

Reuters

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