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Sexta, 23 de maio de 2008, 13h20 Atualizada às 15h54

Juntas, 1,5 mil pessoas escrevem livro online

Com a consagração da Wikipédia e a popularização de outros sites de Wiki, a tecnologia colaborativa parece estender seu alcance até áreas não imaginadas. No início de 2007, a editora Penguin Books, em parceira com a Universidade De Monfort, criou o projeto "A Million Penguins", um romance que seria escrito de forma colaborativa. Agora, pouco mais de um ano depois, a editora fala sobre o resultado do projeto, relatando uma experiência interessante, mas que não deve se repetir.

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"Foi a melhor coisa que eu já fiz... mas nunca farei de novo", disse Jeremy Ettinghausen, da Penguin Books, em uma suave crítica ao resultado do projeto. Foram 1,5 mil pessoas escrevendo, reescrevendo, reeditando, revisando e dando palpites no livro, que possui mais de 100 capítulos. A idéia do projeto era saber se seria possível escrever um livro interessante em um website, em tempo real.

Entretanto, por ser um wiki, o projeto foi "atrapalhado" por vândalos desde o primeiro dia, o que colaborou em muito para o resultado final ruim.

O site Geeks are sexy disponibilizou o parágrafo inicial do livro, considerado confuso:

"As águas profundas, negras como tinta, começaram a inchar e retornar em uma distância incerta. Um misto de sensações ruins acinzentadas escureciam o horizonte. A extensão do oceano pareceu escurecer-se em desaprovação. A batida das marés faziam barulhos agonizantes e descontentes. O oceano pulsou com uma força amedrontadora e vital. Embora difícil de acreditar, existia vida nesse local. Seu abdômen infinito estava cheio de vida, uma monstruosa coleção de partes tóxicas, tentaculosas e gosmentas. Debaixo da superfície, estavam os restos de incontáveis almas. Mas nós tínhamos ousado viajar através dele. Alguns nunca foram corajosos o suficiente para explorar suas profundidades aveludadas e sombrias, seu precioso ar..."

O projeto não será de todo inútil, pois está pronto para um estudo sociológico, uma interação completamente documentada entre mais de mil aspirantes a autor, noticiou o site Gawker. A Universidade de Monfort publicou uma análise também, na qual estudaram as ações do editor mais ativo, "Pabruce", descrevendo suas relações com outros editores, e supondo seus motivos.

Magnet

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