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Quinta, 5 de junho de 2008, 15h20 Atualizada às 16h39

Google fecha acordo com a Nasa por mais espaço

O Google fechou acordo para expandir o espaço de seus escritórios em 50%, usando o terreno de uma antiga base aérea naval transformada em centro de pesquisa espacial, perto de sua sede no Vale do Silício (EUA).

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O líder da Internet e a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) anunciaram que o Google pode construir em 17 hectares do Ames Research Center, da Nasa, em Mountain View, Califórnia, sob um contrato de locação que pode se estender a até 90 anos.

O terreno não-incorporado existente entre o Moffett Field, a sede Googleplex e as regiões alagadiças na costa da baía de São Francisco oferece espaço para que o Google construa até 111,5 mil metros quadrados de escritórios e instalações de pesquisa.

Nos termos do contrato de locação, o Google pagará à Nasa um aluguel anual básico inicial de US$ 3,66 milhões, baseado em uma avaliação de mercado justa para o terreno, localizado em uma das porções nobres do Vale do Silício, anunciaram a empresa e a agência governamental em comunicado conjunto.

O contrato faz do Google o maior inquilino do centro de pesquisa espacial, de acordo com um porta-voz da Nasa. Os termos de locação determinam aumentos periódicos de aluguel e prazo inicial de 40 anos, com opção de renovação a cada 10 anos, de acordo com as partes.

A Nasa planeja usar os proventos para ajudar a custear a manutenção e melhorias no centro Ames, hoje usado como base aérea de operações limitadas e cujo terreno abriga 40 inquilinos, entre os quais 30 empresas, seis organizações sem fins lucrativos e diversas extensões de campi universitários. A área total do complexo é de 800 acres, disse o porta-voz.

Michael Mewhinney, porta-voz da Nasa, disse que o pagamento de aluguéis pelo Google ajudaria a bancar os US$ 7 milhões anuais de custo operacional da base aérea e de outras instalações do centro de pesquisa Ames. A agência já recebe US$ 4 milhões anuais em aluguéis das outras entidades inquilinas.

Para se qualificarem como inquilinas, as organizações, comerciais ou sem fins lucrativos precisam estar envolvidas em atividades relacionadas à agenda de pesquisas da Nasa.

Reuters

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