
Atualizada às 11h34
» Google fecha acordo com a Nasa por mais espaço
» Google causa medo e inveja em empresas européias
» 'Revolução' do Google é premiada na Espanha
Em uma entrevista ao jornalista Ken Auletta, da revista New Yorker, Schmidt afirmou o slogan "Não seja maligno" tem por objetivo provocar o debate interno quanto ao que constitui comportamento ético da parte de uma empresa, em lugar de representar uma posição moral absoluta.
"Não temos um 'medidor de mal' que possamos aplicar para definir o que é bom e o que é mau", disse Schmidt diante de platéia formada por profissionais do setor de mídia, em um evento patrocinado pela Newhouse School, da University of Syracuse, em São Francisco.
Em outras frentes, Schmidt disse que o Google estava adotando uma postura paciente quanto a começar a faturar com a publicidade nos vídeos online, e que via os celulares como fonte de receitas potencialmente mais lucrativa em termos de publicidade.
O Google está trabalhando para transformar o YouTube, seu popular site de vídeos, em uma fonte de receita por meio de novas formas de publicidade que a empresa revelará ao longo do próximo ano, disse Schmidt.
Ele demonstrou cautela quanto a estimar o potencial de lucratividade do site. Por enquanto, o tráfego de vídeo no YouTube consome a maior parte da banda disponível na rede do Google. Mas ele disse que isso poderia levar à "criação de todo um novo setor."
"Não sabemos ainda como vamos faturar significativamente com o YouTube", disse Schmidt, "mas parece óbvio que deveremos ser capazes de tirar algum dinheiro disso."
O otimismo dele se baseia em dois fatos essenciais: "Sabemos que as pessoas estão assistindo" e "temos o conforto de dispor de tempo para investir."
Falando sobre o mercado emergente de publicidade na web direcionada a celulares, Schmidt disse que a vasta maioria das buscas que utilizam o Google em celulares vem sendo realizadas no iPhone, da Apple, lançado no ano passado, que inclui entre seus recursos de maior destaque um browser para a web.
Schmidt contestou a idéia de que o Google domine a Internet. Ele afirmou que os mercados industriais maduros permitem que participantes tanto concorram quanto cooperem, citando a IBM como exemplo.
Ele contrastou esse estilo de competição aberta à estratégia da Microsoft para dominar completamente o mercado do Windows e os mercados correlatos.
"O modelo da Microsoft, sob o qual não existem concorrentes, não é, na verdade, o modelo das estruturas setoriais maduras", ele afirmou. "É preciso ter mente o fato de que, nos setores maduros, existe competição e existe colaboração."
Reuters
12h04 » Top 10: os gadgets mais bizarros que você já viu
20h03 » Estudo afirma que tecnologia não leva ao isolamento social