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Negócios & TI
Terça, 17 de junho de 2008, 18h31  Atualizada às 09h03
Importação de celular triplica de janeiro a maio
 
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O celular ainda é o item mais exportado pela indústria eletrônica brasileira, mas chama a atenção o salto nas importações de aparelhos móveis entre janeiro e maio deste ano.

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O crescimento na demanda brasileira por modelos que ainda não têm escala para serem produzidos localmente - como os de terceira geração e os chamados smartphones - estimularam as importações, de acordo com a associação do setor (Abinee).

Em dólares, o gasto com importações de celular quase triplicou nos cinco primeiros meses de 2008 sobre igual período do ano passado.

De acordo com os números divulgados pela Abinee nesta terça-feira, as importações de celulares atingiram US$ 285 milhões de janeiro a maio, ante US$ 100 milhões no mesmo intervalo de 2007. Ainda que o salto tenha sido grande, o telefone celular ainda é o nono item entre os 10 mais importados pela indústria reunida na Abinee. O principal deles é o semicondutor, item da microeletrônica em que o Brasil praticamente não tem fabricantes locais.

Por outro lado, a valorização do real sobre o dólar e a alta na demanda interna fizeram com que as exportações de celular caíssem no período.

Nos cinco primeiros meses de 2008, as exportações de celulares caíram 1%, para US$ 885 milhões. A queda acumulada no período não foi maior porque em maio os embarques voltaram a crescer e foram 11% maiores que em 2007.

Os celulares já perdem participação no total exportado pelo segmento desde o ano passado, como ressalta a Abinee. No acumulado de janeiro a maio de 2008, os telefones móveis representavam 23% do total de exportações dessa indústria, percentual inferior ao observado no ano de 2006, que era de 30%.

Na avaliação da Abinee, a moeda norte-americana já atinge um patamar "preocupante" para esse segmento, que tem nas exportações o apoio para ganhar escala e se tornar competitiva mundialmente.
 

Reuters

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