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Quarta, 18 de junho de 2008, 11h24 Atualizada às 14h47

Loucos por tecnologia são vistos como arrogantes

Você conhece alguém que adora aparelhos eletrônicos e não pode esperar para comprar o mais recente modelo? A probabilidade é de que descreva essa pessoa como confiante e um líder forte - e possivelmente como arrogante, de acordo com uma pesquisa realizada nos Estados Unidos.

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Um estudo online que avalia as características de 25 mil adultos norte-americanos constatou que os consumidores mais ávidos de tecnologia tendem a registrar resultados elevados em traços de personalidade como liderança, dinamismo e confiança - mas não se saem tão bem no quesito modéstia.

"Muitas pesquisas anteriores apontam para os homens jovens e de boa renda como os compradores iniciais de novas tecnologias", disse Sarah Welch, pesquisadora da Mindset Media, uma empresa de pesquisa publicitária na Internet que conduziu o levantamento em parceria com a Nielsen Online.

"Mas esse estudo nos indica que existem outras categorias além de sexo, idade e renda que também demonstram forte correlação com o consumo de bens tecnológicos", ela acrescentou.

O estudo considera 20 traços de personalidade, ou "mindsets", entre os quais abertura, criatividade, auto-estima e espontaneidade.

Os pesquisados foram avaliados em uma escala de um a cinco, sendo que um representa a mais baixa presença de determinado traço.

Aqueles que registraram classificação cinco em liderança tinham 68% mais de probabilidade de terem adquirido três ou mais computadores nos dois últimos anos, constatou o estudo.

Da mesma forma, os pesquisados que receberam classificação alta no quesito confiança tinham probabilidade 62% mais alta de terem adquirido um novo celular quanto o modelo mais recente do aparelho chegou ao mercado.

Ainda que os consumidores de tecnologia não se enquadrem a um molde demográfico típico, as conclusões não surpreenderam inteiramente, segundo Welch.

"Se você observar as qualidades de um líder moderno, perceberá que se trata de pessoas muitas vezes interessadas no que é novo, no que virá a seguir", ela afirmou.

"E os mais confiantes são os que encaram a vida com mais força, de modo que faz sentido que comprem logo as coisas que desejam ou as de que gostam", ela acrescentou.

Reuters

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