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Quinta, 19 de junho de 2008, 11h04 Atualizada às 11h29

Nokia Siemens espera que erosão de preços continue

A fabricante de equipamentos de telecomunicação Nokia Siemens Networks NSN.UL anunciou que não esperava que a competição feroz por contratos de equipamento para redes se atenuasse à medida que os concorrentes continuam a cortar preços.

"O mercado continua a ser altamente competitivo, e os fornecedores não estão obtendo lucros elevados", disse Christian Fredrikson, diretor da Nokia Siemens Networks na região Ásia Pacífico, em entrevista à Reuters.

"Existe erosão de preços o tempo todo, isso não está mudando de forma alguma."

Ericsson, Nokia Siemens e Alcatel-Lucent são os principais concorrentes no mercado de equipamentos para redes de telecomunicações, mas seu predomínio vem sendo contestado cada vez mais por rivais chineses como a Huawei Technologies HWT.UL e a ZTE, nos últimos anos.

Com políticas de preço agressivas, a Huawei conquistou o quarto posto no mercado mundial de equipamentos para redes de telecomunicações, no trimestre janeiro-março, superando Nortel Networks e Motorola, de acordo com o grupo de pesquisa Dell'Oro.

A Ericsson havia previsto recentemente que o mercado melhoraria e que a disputa de preços provavelmente se reduziria um pouco.

Fredrikson disse que a Nokia Siemens não tenta competir apenas em termos de preço. A empresa já rejeitou diversas solicitações, no passado, porque seu foco é melhorar as margens de lucro e o fluxo de caixa.

"Nós nos comportamos de maneira racional o tempo todo -essa é a única forma de agir", ele acrescentou.

Cerca de 3,3 bilhões de pessoas no mundo estão hoje conectados por meio de celulares ou telefones fixos, e o total deve subir a cinco bilhões até 2015.

"Não chegaremos a esses cinco bilhões, não chegaremos às aldeias, se o preço não for acessível. Precisamos oferecer alternativas de negócios a preços acessíveis para uma ARPU abaixo dos dois dólares", disse Fredrikson, se referindo ao termo que o setor emprega para designar receita média por usuário.

Reuters

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