
Kiyoshi Takenaka e Aiko Hayashi
A empresa, que fabrica os consoles de videogame PlaySation e os computadores pessoais Vaio, disse vai dobrar sua receita em mercados de crescimento rápido como Brasil, Rússia, Índia e China, para dois trilhões de ienes (18,5 bilhões de dólares) e que pretende investir 1,8 trilhão de ienes em negócios e tecnologias estratégicos como parte de uma estratégia trienal que vale até março de 2011.
"Existem tantas oportunidades a mais fora de nossos principais mercados -Japão, América do Norte e Europa", disse o presidente-executivo da Sony, Howard Stringer, em entrevista coletiva.
"Hoje, 40 por cento da população do planeta vive nos países BRIC, e são pessoas jovens", acrescentou.
A Sony pretende elevar o retorno sobre o capital a 10 por cento, ante uma média de seis por cento nos três anos passados, e atingir a margem operacional de lucro de cinco por cento que lhe vem escapando. (No ano fiscal encerrado em março, ela atingiu os 4,2 por cento.)
"Acreditamos que uma margem de lucro operacional de cinco por cento represente uma base para que continuemos a liderar e inovar. Trata-se do nível mínimo aceitável para o futuro", disse Stringer, o primeiro não japonês a comandar a Sony.
Os atuais retornos sobre o capital da empresa são muito baixos se comparados aos de rivais mundiais como a sul-coreana Samsung Electronics, que atinge os 14 por cento, e Philips Electronics, que atinge os 23 por cento, de acordo com dados da Reuters.
"Essa meta é indicação do senso de crise que existe na Sony no sentido de que a empresa poderia se tornar alvo de uma tentativa de tomada de controle caso não eleve seu retorno a pelo menos 10 por cento", disse Mitsushige Akino, administrador chefe de fundos na Ichiyoshi Investment Management.
A Sony está atrás da Samsung no mercado de televisores LCD, e envolvida em batalha tripla contra a Microsoft e a Nintendo pela liderança no setor mundial de videogames.
Reuters
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