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 IAB: Governo tem usado web para inclusão social
26 de junho de 2008 12h27 atualizado às 12h32

O presidente do IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau Brasil) e diretor-geral do Terra, Paulo Castro, afirmou que a Internet tem sido um meio de inclusão social no Brasil e que o governo federal, em particular, tem desenvolvido programas voltados a diminuir as desigualdades na área de educação e turismo, por exemplo.

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"Tenho a constatação de que esse governo em geral tem tido muito presente o valor da Internet como valor de inclusão social", disse Castro ao participar em Brasília de mesa redonda para discutir o panorama da mídia interativa brasileira e a mudança dos hábitos de consumo na web.

Ao comentar as iniciativas de inclusão, Paulo Castro destacou que, segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, enquanto na Europa os jovens perdem o hábito de leitura por causa da Internet, as crianças brasileiras têm conseguido ampliar seus conhecimentos e se aproximar da literatura por meio da web.

Para a diretora de Internet da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência da República), Sílvia Sardinha, a mudança de mentalidade de publicitários e o desenvolvimento de políticas governamentais têm propiciado uma maior acesso da população à web, ainda que a mídia digital não tenha uma regulamentação clara.

"A comunicação tradicional tem muitas bocas, mas nenhuma oportunidade de ser ouvida. Para a área pública é o mais fundamental dos fatores", disse. Ela lembrou que em 2003 existiam 12 milhões de pessoas sem energia elétrica, "o ponto mais básico da mídia digital".

Para ela, "a mudança de mentalidade, aliada ao avanço do processo de infra-estrutura, vai trazer um processo em um curtíssimo espaço de tempo (que permita) ver (ambientes de interatividade na Internet) bastante avançados".

Diretor de Marketing do Ministério do Turismo, Márcio Nascimento afirmou que a pasta trabalha hoje com cinco grandes campanhas publicitárias, e "todas contemplaram a Internet de maneira bem forte". "A gente sente que uma nova classe econômica tem aparecido no país de uma forma bem contundente, que é a classe C", lembrou.

Entre os brasileiros, informou o presidente IAB Brasil, foi exatamente a classe C a que mais cresceu em participação na Internet. Em 2008, a estimativa é que 40% do uso da web seja feito por essa faixa da população.

Redação Terra