Depois de 33 anos no controle da Microsoft, Bill Gates deixou ontem seu cargo, cumprindo o anúncio que havia feito há dois anos. Co-fundador da empresa, Gates tornou-se também a identidade da gigante do software, e com o crescimento da empresa chegou algumas vezes ao posto de homem mais rico do mundo.
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Mas não se pode chamar seu afastamento de aposentadoria. O desligamento é apenas parcial: Gates continuará atuando na Microsoft, mas dedicará menos tempo à empresa (apenas um dia por semana) e mais tempo a projetos pessoais.
Como "presidente não-executivo", ele terá mais tempo para sua Fundação Bill & Melinda Gates, instituição de caridade voltada ao combate à fome e à pobreza, criada em parceria com sua mulher em 2000.
Aos 52 anos, com uma fortuna estimada em US$ 50 bilhões, Bill Gates não quer se acomodar. Pelo contrário, aproveitará sua "aposentadoria" para aprender novos assuntos - como imunologia, área que despertou seu interesse no trabalho com a Fundação - e terá que organizar sua agenda para se dividir entre os três escritórios que pretende manter: um particular, outro na Fundação e outro na Microsoft.
Desafio
O fim da Era Gates deixa alguns desafios para a Microsoft, que ficará sob a responsabilidade do CEO Steve Ballmer. Por isso, foi muito bem planejada e sua transição começou há dois anos, quando o desligamento foi anunciado publicamente.
Apesar da longa e rica trajetória de Bill Gates, ainda é cedo para avaliar seu legado. Uma nova fase - que já está sendo chamada pela imprensa internacional de Gates 2.0 -, voltada à filantropia, está apenas começando. E, a julgar pelo império que Gates construiu ao longo destes últimos 33 anos, o que vem por aí não deve ser pouca coisa.