
Atualizada às 18h08
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No passado, a Intel, maior fabricante dos chips do mundo, e sua rival AMD vendiam aos fabricantes de computadores novas versões dos mesmos chips, capazes de velocidades cada vez maiores.
Até onde interessava aos consumidores, a Intel produzia chips Pentium e a AMD produzia chips Athlon. Mas isso deixou de ser o caso há algum tempo e nos últimos anos as escolhas de que os consumidores dispõem ao sair em busca de um computador para comprar dispararam.
Com os jogos de computadores ganhando mercado e mais pessoas produzindo e editando imagens digitais e filmes caseiros, os computadores pessoais agora podem se vangloriar de microprocessadores com dois e quatro núcleos, ou "cérebros", e em breve esse número deve crescer ainda mais.
Mas será que o consumidor comum precisa desses chips superpoderosos?
"Essa é uma questão interessante", disse Tim Bajarin, veterano analista de tecnologia e consultor da Creative Strategies. "Se a questão básica é de produtividade em termos de acesso à web, processamento de texto e e-mails, não é necessária tanta potência. Um processador de núcleo duplo é bom o bastante."
Os processadores de núcleo duplo têm dois cérebros em lugar de um. A Intel vende processadores Pentium e Core de núcleo duplo, bem como processadores de núcleo quádruplo para usos mais complexos, como edição de vídeos de alta definição ou jogos com recursos gráficos intensivos.
"Se você analisar friamente, os processadores básicos de entre 1,3 e 1,6 gigahertz são mais que suficientes", disse Bajarin, dizendo que eles permitem assistir a um vídeo no YouTube ou programa de TV online, ainda que a qualidade do vídeo não seja semelhante à da TV comum, muito menos da TV de alta definição.
No site da AMD, os visitantes são convidados a comparar os chips Phenom, Athlon e Turion, em diferentes velocidades. No da Intel, depois de passar por páginas introdutórias aparentemente simples, o usuário encontra 11 produtos, como o Core 2 Extreme, Core 2 com tecnologia Viiv, Core 2 Quad, Core 2 Duo, Pentium duplo núcleo e Celeron - e essas são apenas as versões para máquinas de mesa.
"A razão pela qual nós entramos no mundo dos núcleos múltiplos não foi porque precisamos cada vez mais deles para trabalhar, mas porque a Intel e a AMD ficaram sem espaço para aumentar a velocidade dos processadores", disse o analista Roger Kay, da Endpoint Technologies.
Antes da Intel e da AMD começarem a vender chips com dois ou mais núcleos, elas simplesmente melhoravam a velocidade de desligar e ligar dos transistores dos chips. Mas como essa velocidade ficou cada vez maior, os processadores começaram a consumir muita energia e a gerar muito calor, diminuindo o desempenho de desktops e notebooks.
Reuters
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