Segundo informações do Washington Post, o novo sistema coletará dados de biometria, tais como padrões da íris e da palma da mão, tatuagens e cicatrizes e até mesmo conterá fotos em alta resolução de criminosos, sob ângulos variados.
A Lockheed não será responsável por produzir ou desenvolver os equipamentos utilizados pelo sistema. O objetivo é pesquisar e avaliar recursos já existentes no mercado, apurar a maturidade da tecnologia e reuní-los para compor a ferramenta.
"Nós da Lockheed não desenvolvemos dispositivos de captura ou algoritmos de comparação. O NGI apenas vai construir uma base de dados e padrões ¿ a forma com que os dados são inseridos no sistema", disse Barbara Humpton, responsável pelo projeto, ao site da revista Popular Mechanics. NGI é a sigla para o nome em inglês do sistema: Next Generation Identification (ou Identificação de Próxima Geração).
Entretanto, algumas autoridades têm se incomodado com uma iminente invasão de privacidade dos cidadãos comuns, que poderiam ter seus dados adicionados ao banco indiscriminadamente. O FBI afirma que apenas dados de criminosos, detentos, imigrantes e suspeitos são mantidos no sistema.
Os únicos cidadãos comuns a terem suas impressões digitais armazenadas são funcionários públicos que tiveram seus antecedentes checados. "Queremos poder criar uma base de dados confiável, e compartilhá-la com outras nações", diz o FBI.
Vale lembrar que antes da informatização do armazenamento e comparação de impressões digitais, há uma década, era necessário enviar por correio um cartão com as impressões à agência, que então as compararia com as de milhões de outros cartões. Hoje, é possível pesquisar até 150 milhões de amostras diariamente e obter um resultado em pouco menos de 15 minutos.



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