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Negócios & TI
Segunda, 14 de julho de 2008, 15h07  Atualizada às 16h21
Icahn ataca Yahoo e detalha acordo com Microsoft
 
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Carl Icahn, o investidor e acionista envolvido em uma disputa com o comando do Yahoo, atacou a empresa por rejeitar sua proposta em cooperação com a Microsoft, dizendo que os executivos estavam mais preocupados com quem dirigirá a empresa do que com os detalhes da oferta.

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Em carta aos acionistas do Yahoo, antes da assembléia em que ele disputará o controle da empresa, em 1º de agosto, ele detalhou os termos da proposta, que inclui um compromisso de US$ 7,7 bilhões da parte da Microsoft, dos quais US$ 1 bilhão pelo serviço de buscas do Yahoo, uma oferta de US$ 3,9 bilhões aos acionistas da empresa pela compra de uma participação minoritária e um empréstimo de US$ 2,8 bilhões.

O Yahoo rejeitou a oferta no sábado, se queixando de que tinha apenas 24 horas para considerar a transação, classificada pela empresa como financeiramente inferior e mais arriscada do que sua atual perspectiva de uma parceria de negócios e buscas com Google.

"Ao longo dos anos, tentei promover mudanças em muitas empresas, mas nunca vi uma companhia distorcer, omitir e adulterar eventos e fatos como o Yahoo fez em seu comunicado à imprensa datado de 12 de julho", afirmou Icahn na carta aos acionistas do Yahoo.

O investidor bilionário afirmou que o Yahoo destacou o prazo de 24 horas, mas não mencionou que havia a possibilidade de obter mais tempo para avaliar a oferta caso se dispusesse a adiar sua assembléia geral de acionistas marcada para 1º de agosto.

Icahn disse também que, em uma conversa telefônica com dirigentes do Yahoo e com Steve Ballmer, o presidente-executivo da Microsoft, para discutir a nova oferta, o Yahoo parecia menos interessado no acordo do que em quem dirigiria a empresa.

"Por fim, Ballmer sugeriu que o melhor era não passarmos o resto da tarde de sexta-feira discutindo a questão do comando da empresa. 'Primeiro, digam se a proposta os agrada', ele afirmou", segundo Icahn.

As ações do Yahoo caíram em 4,9%, para US$ 22,42, enquanto as da Microsoft ficaram inalteradas em US$ 25,25, ambas na Nasdaq.
 

Reuters

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