O Google e a Microsoft vão duelar em uma audiência no Congresso norte-americano, nesta terça-feira, cujo objetivo é examinar se o acordo de divisão de receita entre o Google e o seu maior concorrente no mercado de buscas, o Yahoo, é prejudicial à competição.
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O Google, que detém mais de 60% do mercado de buscas na web, e o Yahoo, com 16,6%, anunciaram em 12 de junho um acordo que permite ao Yahoo coloque publicidade do Google em seu site e compartilhe a receita gerada por ela.
O acordo, que segundo as empresas representaria mais de US$ 250 milhões em receita para o Yahoo em seu primeiro ano, foi visto por muitos como uma tentativa do Yahoo de combater os esforços intermitentes da Microsoft para tomar o controle ou adquirir uma participação no grupo.
David Drummond, diretor jurídico do Google, defendendo o acordo entre sua empresa e o Yahoo em depoimento escrito a ser apresentado na audiência da terça-feira, menciona a fatia de 90% que a Microsoft detém no mercado de sistemas operacionais para computadores.
"O domínio dos computadores de mesa pode permitir que uma empresa favoreça seus produtos e serviços e obstrua a interoperabilidade de produtos e serviços concorrentes, ignorando os desejos dos consumidores", disse Drummond em depoimento preparado para o painel antitruste do Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos.
O diretor jurídico da Microsoft, Brad Smith, contra-ataca alegando que o acordo com o Google reduz os incentivos a que o Yahoo concorra contra o Google, coloca a plataforma de busca do Yahoo em espiral de queda e estabelece um piso ilegal de preço.
O acordo ainda não foi implementado pelo Google e Yahoo, que aguardam um parecer da divisão antitruste do Departamento da Justiça dos Estados Unidos.