Atualizada às 16h50 Da BBC Brasil
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Um tribunal americano havia ordenado ao Google - proprietário do site de compartilhamento de vídeos YouTube desde 2006 - que fornecesse as informações sobre os milhões de usuários do YouTube à Viacom para que o grupo pudesse preparar seu processo contra o Google.
De acordo com o comunicado publicado no blog do YouTube, o Google ainda terá de entregar dados à Viacom, mas sem informações que permitam a identificação dos usuários.
"É com prazer que anunciamos que a Viacom, a MTV e outros litigantes voltaram atrás em suas exigências iniciais de históricos de navegação de todos os usuários e não vamos fornecer essas informações", diz o texto.
Processo
A Viacom, um conglomerado de empresas do setor de entretenimento, acusa o YouTube de desrespeito a direitos autorais e lançou um processo avaliado em US$ 1 bilhão contra o Google.
Quando iniciou o processo, em março de 2007, o grupo afirmou que tinha identificado 160 mil trechos de programas da empresa no YouTube divulgados sem autorização e que teriam sido vistos mais de 1,5 bilhão de vezes.
O conglomerado disse que queria as informações para "comparar a atratividade de vídeos supostamente ilegais à de vídeos que não violam leis autorais".
A ação coletiva no tribunal americano foi iniciada por várias empresas e organizações, entre elas a MTV e a Paramount Pictures, que pertencem ao grupo Viacom, e a English Premier League (liga inglesa de futebol). Todos concordaram com os novos termos.
A notícia deve agradar militantes pelo direito à privacidade, que manifestaram preocupação quando um juiz americano ordenou que o Google entregasse as informações à Viacom no início do mês.
Entre as informações exigidas estavam o endereço online dos computadores dos usuários (o endereço de IP) e o nome usado por cada um deles para entrar na página (o nome de usuário), além dos detalhes do vídeo acessado.
O novo acordo significa que os dados sobre vídeos acessados serão entregues, mas sem os nomes dos usuários ou os endereços de IP dos computadores. O caso não deve ser julgado antes de 2009.
BBC Brasil
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