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Negócios & TI
Quinta, 17 de julho de 2008, 15h00  Atualizada às 16h38
Yahoo satiriza aliança entre Icahn e Microsoft
 
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O Yahoo afirmou que a agenda do bilionário Carl Icahn apresenta "risco significativo" para o valor de suas ações, e que só aceitaria uma venda para a Microsoft sob melhores termos.

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A carta aos acionistas postada no site do Yahoo e assinada por Roy Bostock, presidente do conselho, e Jerry Yang, presidente-executivo do grupo, representa o mais recente apelo aos acionistas antes da assembléia anual marcada para 1º de agosto. O objetivo da mensagem é evitar o ataque do investidor ativista Icahn contra o comando da empresa.

Icahn detém cerca de 5% das ações do Yahoo, e se alinhou com a Microsoft para acelerar a venda do Yahoo à produtora de software.

Enquanto isso, a Time Warner acelerou suas negociações separadas com a Microsoft e o Yahoo quanto à venda de sua divisão de Internet America Online.

O Yahoo satiriza a aliança entre Icahn e a Microsoft como "uma estranha colaboração" que, segundo a empresa, "continua a fazer declarações enganosas quanto a seus planos para o Yahoo". Icahn é definido desdenhosamente como "um conhecido agitador empresarial".

"Seu conselho acredita fortemente que a agenda proposta por Icahn e a Microsoft - na forma apresentada a nós na semana passada - destruirá o valor das ações do Yahoo e atenderá apenas aos interesses especiais e muito estreitos de ambos, e não aos interesses de vocês", afirmou o Yahoo aos acionistas.

A empresa destacou algumas medidas tomadas para reforçar o preço de suas ações. Reconheceu publicamente que está procurando maneiras de "destravar o valor de nossos ativos asiáticos", localizados primordialmente no Japão e na China e que respondem por cerca de US$ 9 do preço de US$ 22,77 da ação do Yahoo.

A empresa também planeja confiar ao rival Google a venda de uma parte da publicidade que exibe junto aos seus resultados de busca.

A Microsoft quer convencer o Yahoo a lhe vender seus negócios de busca, mas o Yahoo reiterou sua estratégia de retê-los e de se manter como participante importante nos dois mercados de publicidade online, a convencional e a vinculada a buscas.
 

Reuters

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