Atualizada às 15h59
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O problema foi detectado quando uma grande quantidade de alunos foi reprovada nos exames para o equivalente ao ensino médio no Brasil, simplesmente por causa da escrita.
Nos exames, a não ser que comprovem algum fator limitante, os estudantes passam de 15 a 20 horas em um dia respondendo provas que são aceitas apenas preenchidas à mão.
Segundo o jornal The Sydney Morning Herald, esses estudantes apresentam grandes habilidades de digitação e facilmente superam os mais velhos na velocidade com que escrevem mensagens de texto no celular.
A troca da caneta pelo teclado vem dimiuindo a habilidade destes jovens em lidar rapidamente com o papel e conseqüentemente afetando seu desempenho acadêmico.
Essa situação vem levando escolas australianas a incluir aulas de caligrafia no currículo dos 11º e 12º anos do ciclo escolar básico (o equivalente ao ensino fundamental no Brasil, que tem apenas 9 anos).
Professores afirmam que tiveram que monitorar alunos para que tornassem suas caligrafias no mínimo legíveis para os examinadores, diz o The Inquirer.
John Vallance, da escola Sydney Grammar, reforça que a caligrafia é uma parte importante da personalidade do estudante, e essa geração não deve perdê-la. Vallance lembra ainda que a escola somente aceitará os exames preenchidos à mão.
Contudo, o NSW Board of Studies, órgão supervisor do currículo escolar das instituições australianas, diz estar analisando a incorporação de computadores às aulas, bem como aos exames. Por enquanto os alunos utilizam teclados apenas no teste de habilidades com o computador, no 10º ano escolar.
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