
Atualizada às 14h51
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As operadoras japonesas de telefonia móvel adotaram uma nova estratégia que reduz as tarifas de uso mas cobra mais dos consumidores pelos celulares novos, levando os usuários a manter seus velhos aparelhos por mais tempo e reduzindo em 20% as vendas no quarto maior mercado mundial de celulares.
Cansada da alta nos custos de desenvolvimento, a Mitsubishi Electric fechou sua deficitária divisão de celulares no segundo trimestre, e outras fabricantes podem enfrentar decisão semelhante nos próximos seis a oito meses, dizem analistas.
Algumas delas podem ser forçadas a aceitar propostas de rivais diante de feroz competição externa oferecida pela maior fabricante mundial de celulares, a Nokia.
"Algumas empresas simplesmente não conseguirão acompanhar os custos de pesquisa e desenvolvimento", na corrida pela criação de modelos mais populares, disse Hideaki Yokota, analista do MM Research Institute. "Caso a situação atual continue, as coisas só piorarão."
Ele e outros analistas dizem que a Sharp, a maior fabricante japonesa de celulares, e sua maior rival, a Matsushita Electric Industrial, provavelmente suportariam a desaceleração devido à força de suas marcas, mas as empresas com fatias menores de mercado estavam vulneráveis.
Entre elas estão a Hitachi, Kyocera e Casio Computer.
"A atual estrutura do setor não poderá ser sustentada", disse Michito Kimura, analista da IDC.
"Teremos menos fabricantes de celulares, menos agentes de vendas de celulares e menos modelos de aparelhos. Não vejo nada no horizonte que possa mudar as coisas para melhor", acrescentou.
A Fujitsu, terceira do mercado em termos de volume em 2007, e a NEC, a quinta colocada, dificilmente suspenderão a produção de celulares devido aos elos que mantêm com a Nippon Telegraph and Telephone, que precisa dos modelos populares que elas fornecem, disse outro analista, que pediu que seu nome não fosse divulgado devido ao relacionamento profissional que mantém com algumas empresas do setor.
Reuters
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