
Atualizada às 09h10 Eric A. Taub
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Na semana passada, foi lançado um aplicativo que transforma o iPhone em um megafone que proclama "I am rich" (eu sou rico). Trata-se do nome de um programa que pode ser baixado e não promete nada mais do que sinalizar ao mundo que seu comprador tem dinheiro suficiente para pagar US$ 1 mil para baixar a imagem de um rubi multifacetado.
Criado pelo programador alemão Armin Heinrich, o software foi desenvolvido basicamente como piada. "Descobri que alguns usuários se queixavam dos preços de aplicativos para iPhone superiores a US$ 0,99", disse Heinrich. "Para mim, era uma forma de arte. Não imaginava que muita gente viesse a comprar, e que surgisse tanto barulho a respeito".
O valor de um bem de consumo dirigido ao mercado de luxo, afinal, é raramente determinado pelo custo das matérias-primas e fabricação, e sim pela percepção de exclusividade que ele gera.
Mas aparentemente o humor desapareceu com a tradução. De acordo com reportagem do Los Angeles Times, oito pessoas compraram o aplicativo, o que valeu US$ 5,6 mil ao criador, dada sua participação de 70% nos lucros. (O resto fica para a Apple.)
Heinrich foi bombardeado por mensagens de e-mail e telefone, "muitas delas insultuosas", segundo ele. "Não me incomodo em devolver o dinheiro. Não queria prejudicar ninguém com meu aplicativo".
A Apple se recusou a comentar. Mas no passado havia afirmado que nenhum aplicativo é colocado à venda sem que a empresa o aprove.
Há também um sistema para que o usuário teste um aplicativo antes de comprá-lo, um recurso que poderia ter reduzido ainda mais as vendas do "I am Rich" - talvez para zero.
Tradução: Paulo Migliacci ME
The New York Times
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