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Terça, 12 de agosto de 2008, 13h22 Atualizada às 14h29

Dell renova laptops de olho nos 'nômades digitais'

A Dell, fabricante norte-americana de computadores, anunciou a renovação de toda a sua linha de notebooks para atender o crescente mercado de profissionais que trabalham à distância.

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Na semana passada, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) elevou sua previsão de vendas de computadores no Brasil em 2008 por conta do aumento acima do esperado na demanda por notebooks.

O índice de crescimento, antes estimado em 17%, foi revisado para 30%.

Segundo números apresentados pela Dell à imprensa, a população de trabalhadores móveis no mundo, que era de 758,6 milhões de pessoas em 2006, deve alcançar 1 bilhão em 2011.

Por isso, a família de equipamentos apresentada à imprensa possui recursos como menor peso, apesar de feitos com material mais resistente, maior duração de bateria e até teclado que se "auto-ilumina" quando o usuário estiver em ambiente mais escuro, como em um vôo noturno, por exemplo.

A companhia vai fabricar os novos modelos na unidade de Hortolândia (SP) para atender o mercado brasileiro. Parte deles começa a ser vendido nesta semana.

Segundo o presidente da Dell no Brasil, Raymundo Peixoto, as mudanças têm por objetivo atender ao segmento dos "nômades digitais", pessoas que viajam e se deslocam com frequência, mas precisam se manter conectadas à companhia em que atuam.

Momento único
De acordo com Peixoto, "o Brasil vive um momento único" na área de computadores, especialmente em notebooks.

No primeiro trimestre deste ano, por exemplo, as vendas de notebooks no país tiveram alta de 147% em unidades sobre o mesmo período de 2007. Na Dell Brasil, o salto foi ainda maior: 152%.

"O mercado cresce a taxas bastante agressivas e a expectativa é continuar assim nos próximos anos", disse Peixoto.

Ele afirmou esperar que em quatro ou cinco anos o Brasil se torne o quarto maior mercado de PCs do mundo, o que contribuirá para os ganhos de escala e a conseqüente queda de preços, alimentando ainda mais o crescimento.

"Setores como construção civil, agronegócio e pequenas empresas estão usando muito de tecnologia para crescer", citou o executivo.

Reuters

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