
Atualizada às 18h51 Duncan Martell
A AMD está bem atrás da grande rival Intel em termos de tecnologia de fabricação de chips, e pode registrar atraso de até nove meses com relação à concorrente ao introduzir chips com circuitos de apenas 45 nanômetros, no segundo semestre deste ano.
A empresa também reportou sete trimestres consecutivos de prejuízo líquido, e enfrenta dificuldades para bancar a construção de uma fábrica de chips de nova geração, que pode custar 3,5 bilhões de dólares, dada a dívida de longo prazo de 5,6 bilhões de dólares que carrega em suas contas.
Juntas, Intel e AMD controlam virtualmente todo o mercado de microprocessadores, os cérebros eletrônicos dos computadores pessoais e servidores usados em redes empresariais. O futuro da AMD depende do que a empresa designa como estratégia "asset-smart": determinar se ela expandirá sua capacidade por meio de um acordo com uma fabricante terceirizada de chips na Ásia, como a Taiwan Semiconductor Manufacturing, ou talvez se ela assinará um acordo com uma parceira constante, a International Business Machines.
"Não sei que cara tem o asset-smart, mas qualquer coisa é melhor do que o que existe hoje. Qualquer coisa será melhor do que fechar as portas porque o dinheiro acabou", disse Cody Acree, analista da Stifel Nicolaus. "Pode ser uma parceria com a IBM ou a TSMC, ou uma venda de suas operações de fabricação".
O presidente do conselho, Hector Ruiz, que comandou a AMD como presidente-executivo por seis anos e entregou o comando da empresa a Dirk Meyer na metade de julho, está encarregado de concluir o plano, e prometeu repetidamente que haverá respostas até o final do ano.
As ações da AMD caíram de mais de 40 dólares em março de 2006, a pouco mais de cinco dólares agora. As da Intel estão sendo negociadas pouco acima dos 24 dólares, ante cotação de pouco mais de 20 dólares em março de 2006.
Reuters
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