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Tecnologia

 
 

Com medo de seqüestro, mexicanos implantam chips

22 de agosto de 2008 10h59 atualizado às 11h49

Os mexicanos afluentes, aterrorizados com a elevação no número de seqüestros no país, estão investindo milhares de dólares para implantar pequenos transmissores sob a pele que permitirão a satélites localizá-los em seus locais de cativeiro.

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O número de seqüestros subiu em quase 40% entre 2004 e 2007 no México, de acordo com estatísticas oficiais. O México se equipara a zonas de conflito como o Iraque e a Colômbia em termos de risco de seqüestro.

O recente seqüestro e homicídio de Fernando Marti, 14, filho de um conhecido empresário, deflagrou protestos em um país já acostumado ao crime.

Mais gente, entre os quais número crescente de mexicanos de classe média, está procurando o pequeno chip projetado pela Xega, uma empresa mexicana de segurança cujas vendas cresceram em 13% este ano. Ela anunciou que conta com mais de dois mil clientes.

Os detratores dizem que o chip é pouco mais que uma engenhoca que não serve a qualquer propósito real de segurança.

A empresa injeta o chip envolto em cristal, do tamanho e forma de um grão de arroz, no corpo dos clientes, com uma seringa. Um transmissor no chip envia sinais de rádio a um aparelho maior que o cliente carrega e está equipado com um sistema de posicionamento global, informa a Xega. O satélite pode então localizar a pessoa que enfrenta problemas.

Cristina, 28, que não quis fornecer seu sobrenome, e sete outros membros de sua família receberam os chips no ano passado, "como medida preventiva".

"Não é que sejamos ricos, mas eles seqüestram as pessoas por um relógio. Todo mundo vive com medo", ela diz.

O chip custa US$ 4 mil, e há uma taxa anual de US$ 2,2 mil pelo serviço.

A maioria dos seqüestros no México passa sem denúncia, especialmente casos de seqüestro relâmpago, em que a vítima é forçada a sacar dinheiro de caixas automáticos.

A Xega considera que os seqüestros estão em alta e planeja expandir seus serviços ao Brasil, Colômbia e Venezuela, no ano que vem.

Reuters
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