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 Manuscritos do Mar Morto estarão disponíveis na web
27 de agosto de 2008 11h38 atualizado às 11h46

Imagem digitalizada de fragmento de um dos manuscritos do Mar Morto. Foto: Rina Castelnuovo/The New York Times

Imagem digitalizada de fragmento de um dos manuscritos do Mar Morto
Foto: Rina Castelnuovo/The New York Times

Em um laboratório lotado e resfriado como uma caverna, meia dúzia de especialistas deram início nesta semana a um compromisso histórico: fotografar digitalmente cada um dos milhares de fragmentos dos chamados manuscritos do Mar Morto, com o objetivo de colocar todo o arquivo - que está entre os documentos mais requisitados e examinados da Terra - à disposição de todos na Internet.

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Equipados com câmeras potentes, de resolução e claridade muito maiores do que os modelos convencionais e com luzes que não emitem nem calor nem raios ultravioleta, os cientistas e técnicos estão revelando seções e letras que antes eram ilegíveis nos manuscritos. As descobertas podem ter impacto acadêmico significativo.

Os manuscritos de mais de 2 mil anos de idade, descobertos no final da década de 1940 em cavernas perto do Mar Morto, a leste de Jerusalém, contêm as mais antigas cópias conhecidas dos livros da Bíblia hebraica - menos o livro de Ester -, assim como textos apócrifos e descrições de rituais de uma seita judaica da época de Jesus. Os textos - a maioria em pergaminho mas alguns em papiros - datam do século 3 a.C. ao século 1 d.C.

Somente um punhado dos rolos existe em grandes partes, e alguns estão em exibição permanente no Museu de Israel. São cerca de 15 mil fragmentos que perfazem em torno de 900 documentos, abastecendo o debate sobre como ordená-los , assim como sobre sua origem e o significado do que está escrito neles.

Os rolos estão entre as mais importantes fontes de informação sobre o judaísmo e a vida dos primeiros cristãos. Depois de sua descoberta, eles estiveram restritos a um pequeno círculo de especialistas. Nos últimos 20 anos, o acesso cresceu significativamente e, em 2001, o texto foi publicado na íntegra. Mas o debate sobre eles continua a crescer.

Especialistas continuamente solicitam ao Conselho de Antigüidades de Israel, que tem a custódia sobre os rolos, permissão de acesso a eles, assim como museus em todo o mundo gostariam de exibí-los. No próximo mês, o Museu Judaico de Nova York abrirá uma exposição com seis dos rolos.

The New York Times
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