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Segunda, 1 de setembro de 2008, 12h35 Atualizada às 13h06

Decisão sobre Microsoft causa cisão entre órgãos de TI

Uma decisão de descartar os apelos contra a controvertida aprovação em via expressa de um formato da Microsoft para documentos levou seis países membros da ISO, a organização internacional de padronização, a questionar sua relevância.

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Uma decisão de descartar os apelos contra a controvertida aprovação em via expressa de um formato da Microsoft para documentos levou seis órgãos nacionais de TI a questionar a relevância dos padrões estabelecidos pela ISO.

Uma minoria significativa das organizações nacionais de padronização votou contra a aprovação do padrão da Microsoft, que serve como alternativa ao Open Document Format, desenvolvido pelo setor de software de código aberto e acatado pela ISO como padrão desde 2006.

Mas a ISO, em companhia da International Electrotechnical Commission (IEC), decidiu no mês passado que não valia a pena considerar essas apelações, o que significa que o OOXML em breve será adotado como padrão da ISO, desde que novos apelos não sejam apresentados.

Nesta semana, organizações de tecnologia da informação da África do Sul, Brasil, Cuba, Equador, Paraguai e Venezuela divulgaram uma declaração afirmando que não confiavam mais na neutralidade da ISO quanto a fornecedores.

"Enquanto no passado se podia presumir que um padrão ISO/IEC deveria automaticamente ser aceitável para uso por governos, essa posição claramente não tem mais validade", eles escreveram em comunicado divulgado pelo site do representante sul-africano (www.raffee.co.za).

"Contornar as regras para facilitar a aprovação em via expressa continua a ser causa de preocupação significativa para nós", eles afirmaram, em referência a um processo que muitas das partes envolvidas se queixaram por parecer rápido demais e não suficientemente transparente, dada a complexidade do formato em questão.

A Microsoft foi derrotada em uma primeira votação sobre o OOXML, combatido pelos defensores do software livre, que pode ser livremente compartilhado e modificado, mas venceu em segunda votação, depois de uma reunião de uma semana de duração para discutir as seis mil páginas da especificação.

Reuters

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