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De acordo com o site do Telegraph, o método já é empregado pela polícia internacional para solucionar casos de assassinato, mas outros testes ainda precisam ser feitos antes que seus resultados possam ser considerados provas legítimas de acusação.
A análise de SMS foi utilizada no caso do desaparecimento da jovem inglesa Jenny Nicholl em 2005. Depois de avaliar o conteúdo das mensagens e estabelecer um padrão de escrita e abreviações utilizadas por Nicholls, a polícia descobriu que era provável que as últimas mensagens, enviadas após seu desaparecimento, tivessem sido escritas por David Hodgson, suspeito do crime.
A prova ajudou a garantir a condenação de Hodgson por assassinato em fevereiro de 2008. Para desenvolver o método, Tim Grant, o diretor do Centro de Lingüística Forense da Universidade Aston, no Reino Unido, contou com a ajuda de ecologistas que pesquisam diferenças em ambientes marinhos.
Aplicando o mesmo método estatístico às mensagens, é possível determinar quão próximos ou distantes são dois tipos de escrita.
Agora, cientistas trabalham em um banco de dados de mensagens doadas por voluntários para analisar diferenças de estilo e linguagem entre indivíduos, que pode ser utilizado posteriormente para encontrar mensagens anônimas de potenciais suspeitos.
Este tipo de análise ainda não é utilizado amplamente em tribunais, mas para Grant é possível que isso aconteça nos próximos três ou quatro anos, principalmente por fornecer uma comparação muito mais eficiente que os métodos atuais, acusando até mesmo o sexo do remetente, noticiou o site The Inquirer.



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