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Tecnologia

 
 

"Guru" da IBM diz que o futuro é a colaboração

10 de setembro de 2008 16h50 atualizado às 18h41

Jean Paul Jacob acredita que o futuro pode ser definido em uma palavra: colaboração. Foto: Divulgação

Jean Paul Jacob acredita que o futuro pode ser definido em uma palavra: "colaboração"
Foto: Divulgação

Jean Paul Jacob, pesquisador emérito da IBM, anunciou em uma palavra o que ele acredita ser uma previsão do futuro: "Colaboração". Assim começou a palestra do engenheiro brasileiro no IBM Forum 2008, intitulada "A invasão dos mundos digitais", em que ele apresentou uma série de exemplos que mostram que o mundo virtual, cada vez mais, complementa o real.

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Para Jacob, a participação das pessoas é cada vez maior nas decisões de grandes empresas, o que as torna fundamentais no processo de inovação tanto em áreas de produtos e serviços como a de mídia, por exemplo.

Segundo o pesquisador, inovar não é simplesmente inventar. Essa diferença foi ilustrada por ele a partir de dois produtos: o papel eletrônico para jornais diários e o Kindle, livro digital da Amazon. O primeiro foi apontado como uma invenção, e o segundo, como inovação.

Basicamente, um produto só é inovador quando ele passa de uma invenção para algo viável no mercado, com aplicações práticas reconhecidas pelos seus usuários. Apesar da interessante proposta do primeiro exemplo, papel eletrônico para jornais diários, foi no Kindle que a idéia de inovação se fez presente para o pesquisador, conquistando leitores cada vez mais ligados à Internet e que lêem cada vez menos jornais. "O Kindle é o iPod dos livros eletrônicos", disse.

Partindo da idéia de inovação, Jean Paul apresentou o exemplo que mostra o quanto o mundo virtual está se tornando importante para o real no universo da colaboração: a "inteligência coletiva", um fenômeno das redes sociais.

Nessa nova linha de estruturação do conhecimento, ele apontou o Wikipedia como um serviço capaz de mostrar que "várias cabeças pensam melhor do que uma". Em páginas de relacionamento como o Orkut, MySpace e Facebook, entrariam em massa os chamados "nativos digitais", jovens que já nasceram sob a Internet. Para Jean Paul, esses usuários teriam um outro tipo de noção de vizinhança, já que a figura do vizinho pode ser a de alguém que está muito distante, vivendo até em outro país.

A computação solidária também foi outro item citado por ele na idéia de coletividade, com máquinas colocadas para processar em conjunto dados extremamente complexos, impossíveis de se calcular com um PC comum, por exemplo.

Na rede mundial de computadores, o futuro estaria traçado na idéia de "Internet das coisas - e não a das pessoas", que transformaria nuvens de computadores como seus principais usuários, muito mais numerosos que os próprios internautas. Para o pesquisador, o caminho da Internet é se tornar um serviço de utilidade pública, em que se paga e usa, como acontece com a água, luz e telefone.

"Prever o futuro é Yoda", disse Jean Paul Jacob para defender que a colaboração é realmente a palavra escolhida para anunciar os tempos que virão.

Redação Terra