
Atualizada às 20h09 Christine Hauser
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O comissário de polícia da cidade, Raymond Kelly, e o prefeito Michael Bloomberg anunciaram o início do programa no Centro de Crime em Tempo Real da polícia, na sede da corporação, onde monitores de computador exibem imagens e dados vindos de vários locais da cidade de Nova York.
A polícia espera reforçar a rede de câmeras de vigilância, linhas de emergência, linhas de denúncia e mensagens de texto que são usadas para recolher informações e reportar crimes, empregando tecnologia e hábitos que já se tornaram parte da rotina diária de milhões de moradores. "Trata-se de outro componente de nossa parceria com o público", disse Kelly.
A idéia leva um passo adiante o sistema de linha de emergência da polícia. Quando uma pessoa liga para o número de emergência, 911, o operador anota os detalhes do crime e acrescenta um código especial ao relatório caso a pessoa diga dispor de fotos ou vídeos que possam ajudar a resolver o caso. Um detetive telefona para a pessoa que fez a denúncia, posteriormente, explicando como enviar esses dados visuais aos computadores do departamento.
A imagem pode ser, por exemplo, a uma tatuagem distintiva no braço de um suspeito de assalto, ou uma placa de carro envolvido em acidente com fuga, disse Bloomberg. "Também estamos trabalhando para que o Centro de Crimes em Tempo Real possa enviar as fotos a todos os carros de patrulha em uma área", ele disse. "Esperamos que esse recurso esteja operacional já no ano que vem".
"A tecnologia deve causar temor a todos os potenciais criminosos", disse o prefeito, acrescentando que a chance de que eles sejam apanhados em flagrante agora são maiores do que nunca. Mas o plano foi anunciado com um toque de cautela. "Caso um sujeito grandalhão esteja avançando contra você armado de machado, não é boa idéia tirar o celular e tentar fotografá-lo", disse Bloomberg. "É preciso que as pessoas tenham bom senso".
Boa parte do sucesso da idéia vai depender da disposição do público quanto a fornecer informações. Kelly disse que as ligações para o 911 não são anônimas, e que isso é necessário para que os detetives respondam ao telefonema com instruções sobre como transmitir as imagens. A pessoa que testemunhar um crime também pode ser chamada a depor no julgamento, ele afirmou. Mas acrescentou que, se o anonimato fosse mesmo essencial, haveria maneiras de preservá-lo.
Vídeos, ainda que não gravados por celulares, desempenharam papel importante em dois dos crimes de maior destaque do verão. Uma câmera de vigilância em um elevador ajudou a polícia a deter o suspeito pelo assalto e assassinato por estrangulamento de uma mulher de 85 anos, em Brooklyn. E a câmera de vídeo de um turista apanhou em flagrante um policial que derrubou um ciclista da bicicleta em Times Square durante um passeio ciclístico.
O ciclista havia sido acusado de tentativa de agressão contra o policial, mas a acusação contra ele foi retirada. O policial continua sob investigação.
Tradução: Paulo Migliacci ME
The New York Times
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