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Tecnologia

 
 

Velhas máquinas viram arte na web

13 de setembro de 2008 15h33 atualizado às 15h56

As figuras humanas são montadas em escala natural, sem nenhum tipo de solda ou cola. Foto: Divulgação

As figuras humanas são montadas em escala natural, sem nenhum tipo de solda ou cola
Foto: Divulgação

O fascínio pela tecnologia nem sempre se limita às novidades high-tech. O artista Jeremy Mayer, por exemplo, é um entusiasta de velhas máquinas de escrever. Mas em vez de tratá-las com o cuidado de um colecionador, Mayer desmonta-as peça por peça e recombina as partes para construir humanóides e animais que evocam a relação homem-máquina.

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O artista americano começou a trabalhar com máquinas de escrever em 1994, mas afirma que o interesse surgiu na infância. "Quando tinha uns 10 anos eu morria de vontade de desmontar a Underwood de 1920 da minha mãe", diz.

Geralmente ele compra as máquinas em lojas de artigos usados. Depois de "dissecá-las", como diz, ele monta as figuras humanas em escala natural - sem nenhum tipo de solda ou cola. Algumas chegam a usar 40 máquinas e levam até mil horas para ficarem prontas.

Com um grande interesse por novidades tecnológicas, Mayer não consegue separar a tecnologia da natureza, o que se reflete diretamente em suas obras. "Tudo o que criamos é influenciado por nossa experiência direta e nossa imersão no mundo natural", disse o artista em entrevista exclusiva ao Terra. "Então, obviamente, a tecnologia que criamos terá as curvas e linhas e processos que existem na natureza."

O objetivo das esculturas é extrair elementos do objeto e juntá-los novamente "para mostrar que o fizemos usando nós mesmos como modelos", disse Mayer.

A presença da tecnologia no trabalho do artista, porém, não se limita a isso. Ele reconhece que a Internet é fundamental para sua produção e para divulgar seu trabalho.

Para ele, a web também é uma forma de conhecer e entrar em contato com seu público.

Seu trabalho pode ser conferido no site www.jeremymayer.com.

Redação Terra