
Atualizada às 11h45 Rachel Metz
O Zune ainda precisa melhorar muito antes que se torne ameaça para o iPod. Mas já começou a viagem. Com novos modelos do Zune e do iPod chegando ao mercado na semana passada, dediquei algum tempo a ambos: uma versão preta do player de música e vídeo da Microsoft e uma versão vermelho brilhante do iPod Nano da Apple. E ficou claro que a Apple poderia aprender algumas coisas com o Zune - se bem que a Microsoft, evidentemente, também tenha anotações a fazer.
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O Nano (US$ 149 a US$ 199) continua a ser o mais atraente dos dois. O novo design ostenta uma espécie de elegância expandida, combinando a aparência esbelta de modelos anteriores com uma tela de duas polegadas instalada em orientação diferenciada, que estreou com o novo modelo de terceira geração, mais curto. Além disso, as laterais agora são arredondadas, o que dá ao aparelho um ar meio oval, o que parece um pouco incômodo na mão mas facilita guardá-lo no bolso.
O novo Nano vem em diversas cores fortes, e isso pode atrair os compradores que desejem alguma coisa que os destaque da multidão. O mais recente Zune com memória flash (US$ 150 a US$ 200) também oferece algumas novas opções de cores, mas bem menos berrantes, e em termos gerais o aparelho é idêntico ao que a Microsoft lançou em outubro. Com altura de nove centímetros e espessura de 0,8 centímetro, ele tem comprimento semelhante ao novo Nano, mas é perceptivelmente mais volumoso.
Desconsideradas as aparências, as maiores diferenças estão nos novos recursos dos aparelhos, que incluem download sem fio e streams de música no Zune; e um acelerômetro que torna mais fácil manipular a troca de músicas, o uso de jogos e a seleção de imagens, no Nano.
Ao contrário da família iPod, os Zune sempre ofereceram conexão sem fio, mas isso estava limitado a trocar arquivos de música com outros usuários do Zune (e não existem muitos deles) e sincronizar música, vídeos e fotos com o computador pessoal. No Zune mais recente, isso foi expandido para permitir que, quando estiverem ao alcance de uma rede Wi-Fi, os usuários possam recorrer ao Zune Marketplace, online, e comprar música diretamente com o aparelho.
A capacidade de baixar canções sem fio não é exclusiva - o iPod Touch, irmão maior do Nano, também baixa canções da loja online Apple iTunes por conexão Wi-Fi -, mas certamente oferece aos Zunes menores uma vantagem diante do Nano, que não conta com o recurso. Uma atualização gratuita de software estende a capacidade aos modelos mais antigos do Zune, igualmente.
O Zune Marketplace é fácil de usar e definitivamente satisfatório, especialmente porque eu tendo a recordar de alguma música que quero comprar exatamente quando estou ouvindo música.
O recurso permite que você faça buscas em listas de canções mais baixadas ou que laboriosamente digite os nomes dos artistas; a maioria dos usuários provavelmente escolhe o primeiro método, mas contar com o segundo como opção me agradou.
Outra idéia interessante do Zune para uso com o Wi-Fi é a de baixar canções ouvidas via rádio FM no aparelho. O processo é simples, requerendo apenas alguns cliques. Se você não tiver acesso Wi-Fi, ainda assim pode selecionar canções e formar uma lista que permite baixá-las de casa em seu computador.
O novo Nano também tem alguns truques interessantes a exibir. A Apple acrescentou um acelerômetro, a exemplo do usado no iPhone e no iPod Touch. O acelerômetro permite que você gire o Nano para o lado, enquanto ouve música, para observar capas de álbuns. Basta sacudir o Nano para passar para a próxima canção da lista, além disso.
Eu não gostei muito desse método de mudar de faixa. Porque as laterais curvas do Nano são escorregadias, seria fácil derrubar o aparelho nos trilhos do metrô ou na rua. Mas o acelerômetro torna mais divertido usar os jogos que o aparelho oferece.
A Apple inclui um jogo simples chamado "Maze" para dar aos usuários uma idéia de como o sistema funciona, e fiquei surpresa com a reação rápida da bola prateada que eu pilotava pela tela movendo o Nano. Esse era um truque que o Zune poderia aprender.
No Nano, fotos podem ser vistas na vertical ou horizontal; no Zune, apenas na horizontal. Ambos os aparelhos reproduzem vídeos apenas em formato horizontal. Outro destaque do novo Nano é o recurso "Genius", que permite montar listas de música começando por uma canção, à qual o aparelho acrescenta outras por semelhança de som ou de estilo. Também se pode usar o recurso em um computador equipado com o software iTunes, usando a barra Genius.
O mais recente software do Zune inclui um recurso parecido, chamado Mixview, que usa imagens de capa de álbuns e fotos de artistas para ilustrar os padrões de audição dos usuários e oferecer sugestões. O Mixview é visualmente superior ao Genius, já que suas imagens se apresentam em padrão circular em torno de um retângulo que contém informações sobre o perfil do usuário.
Clicar nas imagens e descobrir álbuns parecidos ou artistas que podem ter influenciado a música é um processo divertido. Os dois players são bastante semelhantes, quanto ao mais. Os dois oferecem som de boa qualidade, carregam suas baterias totalmente em cerca de três horas e podem executar até 24 horas de música ou quatro de vídeo com uma carga completa.
As telas parecem igualmente nítidas, e os vídeos pareciam igualmente bons em ambos, mas é mais fácil assisti-los no Nano devido à tela maior -duas polegadas de diagonal, ante 1,8 para o Zune.
Os dois são players multimídia sólidos. E embora a Apple possa estar na liderança por enquanto, a Microsoft está claramente avançando, e talvez convença os consumidores a pensar duas vezes antes de comprar um iPod Novo.
Tradução: Paulo Migliacci ME
AP
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Divulgação
Novos recursos do Zune incluem download sem fio e stream de música
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