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Tecnologia

 
 

Livro questiona ambições do Google

26 de setembro de 2008 12h45 atualizado às 14h38

No momento em que o Google completa a primeira década de seu plano de organizar todas as informações do mundo em 300 anos, será que suas ambições serão compatíveis com seu lema famoso, "não seja malvado"?

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É essa a pergunta que Randall Stross procura responder no livro Planet Google: One Company's Audacious Plan to Organize Everything We Know ("Planeta Google: o plano audacioso de uma empresa de organizar tudo o que sabemos").

A ousadia inteligente do Google fez a empresa superar o rival Yahoo, convertendo-se no mecanismo de busca mais usado no mundo. Seu grande trunfo foi descobrir como ganhar dinheiro com esse sucesso: direcionando anúncios baseados nas buscas feitas pelo usuário.

"O próprio ato de inserir um termo numa busca fornece informações precisas sobre o que está ocupando a cabeça do usuário no momento, e isso permite que se adivinhe com alto grau de acerto qual será o interesse provável do usuário no produto de um anunciante", escreve Stross, colunista de tecnologia e professor de administração de empresas na San Jose State University, nos Estados Unidos.

Os anúncios direcionados ajudaram a fazer o Google chegar a seu pico histórico de avaliação, em novembro de 2007, de US$ 225 bilhões, superando por algum tempo nomes consolidados da indústria tecnológica como IBM e Cisco Systems.

Outro sucesso do Google é o Gmail, que deu a seus usuários uma quantidade inusitada de espaço de armazenamento de e-mails, em troca do direito de lhes enviar anúncios adaptados sob medida ao conteúdo de suas caixas de correio.

A empresa ainda desafiou a Microsoft com seu conceito de cloud computing, ou "computação em nuvem", em que o Google oferece programas simples de processamento de textos, planilhas e navegador na Internet, em troca do direito de abrigar todos os documentos e dados do usuário.

Apesar de todo seu sucesso, porém, diz Stross, o Google cometeu alguns enganos.

Assim como a Microsoft viu o Google tomar conta do negócio lucrativo dos mecanismos de busca, o Google permitiu que o Facebook tomasse conta do setor de redes sociais.

O Google nunca aperfeiçoou seu serviço de videoclipes e acabou pagando US$ 1,65 bilhão para adquirir o YouTube, no qual ainda está tendo dificuldade em vender anúncios e obter lucros.

A empresa sofreu um revés grande quando se propôs a escanear os 32 milhões de livros do mundo, o que a levou a virar alvo de um processo judicial por quebra de direitos autorais.

O livro de Stross, que chega às livrarias três anos depois de a história inicial da empresa ser relatada em A Busca, de John Battelle, termina analisando a declaração de Schmidt de que o Google vai organizar as informações do mundo todo em 300 anos.

"Os primeiros dez anos do Google organizando as informações do mundo já o levaram por uma distância considerável", disse ele. "Talvez a empresa não precise de outros 290 anos para completar sua missão."

Reuters
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