
Atualizada às 14h22 Uma pesquisa realizada pela Ericsson e apresentada em São Paulo no Futurecom 2008 nesta quarta-feira (29) revelou que usuários de favelas em São Paulo e Recife preferem celulares com recursos multimídia como câmera, tocador de música e vídeos e acesso à Internet. Encomendado para a Ipsos, o estudo analisou usuários entre 25 e 50 anos para descobrir como é o uso de celulares nas classes D e E, levando em conta tanto as pessoas que têm acesso ao produto quanto as que não têm.
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Os resultados do levantamento mostram que as operadoras poderiam se beneficiar criando um segmento de comunicação específico para esse tipo de público, sendo que dentre os serviços mais atraentes estariam o uso do celular como um aparelho para onde convergem TV, Internet e telefone, e também como plataforma de transferência de crédito.
Além de pesquisar o público formado por pessoas das classes D e E, a Ericsson mapeou os consumidores de celulares em sete perfis, que são:
Mainstream Youth: composto por 10% dos consumidores, são os jovens que moram com a família e que ganham o aparelho de seus pais.
In Touch Organizers: tem como maioria mulheres com filhos - tipo de perfil que utilizaria o aparelho como forma de organizar as atividades cotidianas - e corresponde a 16% dos clientes.
Experiencers: formado pelos indivíduos mais ousados, que buscam novas tecnologias e serviços; correspondem a 15% dos usuários.
Basic Phoners: são os 15% considerados resistentes às inovações tecnologias que preferem se manter com aparelhos convencionais.
Mainstream Materialist: clientes mais maduros e que buscam status; são 14%.
Pioneer Youth: os solteiros jovens com maior poder econômico e que vivem na casa dos pais; respondem por 10%.
Careerists: indivíduos com renda e escolaridade acima da média que encontram na tecnologia uma vantagem competitiva; eles são 4%.
Segundo a Ericsson, os três primeiros perfis - Mainstream Youth, In Touch Organizers e Experiencers são os que têm maior potencial no Brasil.
Redação Terra
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