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 Bancos e teles discutem uso de celulares em pagamentos
30 de outubro de 2008 10h19 atualizado às 11h00

O uso de celulares para pagamentos, um negócio potencialmente lucrativo, está à espera de um acordo entre bancos e operadoras de telefonia móvel sobre seus respectivos papéis no sistema e sobre a divisão das possíveis receitas.

A tecnologia que permite usar celulares para pagamentos por meio de sensores instalados em lojas ou sistemas de transporte público já está pronta, e os consumidores apreciam a facilidade de uso em testes conduzidos em todo o mundo.

A maior administradora mundial de cartões de pagamento, a Mastercard, apresenta nesta quinta-feira um serviço para bancos que permite a eles instalar cartões de pagamento nos celulares de seus clientes de maneira muito mais fácil, e isso pode romper o impasse que vem dificultando a decolagem do mercado.

"Estamos conversando com bancos sérios... e não sobre testes, mas sobre lançamento comercial do serviço", disse James Anderson, vice-presidente da divisão móvel da Mastercard.

Anderson disse que, nos próximos dois anos, espera ver atividade substancial de parte dos bancos de varejo, cujos planos para desenvolver serviços de pagamento com celulares parecem ter sido pouco afetados pela crise financeira.

Mas deve demorar pelo menos até 2010 para que celulares equipados com essa tecnologia estejam amplamente disponíveis, e o setor financeiro e operadoras de telecomunicações teriam de concordar quanto a uma divisão de receitas e funções.

"O setor financeiro tradicional foi ao encontro do setor de telecomunicações adotando sistemas móveis; agora, as operadoras de telecomunicações querem fazer parte dessa cadeia. As negociações estão bem adiantadas", disse Gerhard Romen, diretor de alianças estratégicas e parcerias na Nokia, à Reuters.

"Agora estamos como na Olimpíada - todo mundo posicionado para a largada e esperando", acrescentou ele.

Os consumidores poderão usar celulares para fazer pagamentos simplesmente passando o aparelho diante de um sensor, e em alguns casos digitando uma senha no celular -como os usuários dos sistemas de transporte público de Tóquio e Londres já fazem.

Reuters
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