As grandes corporações americanas por muito tempo pagaram para que outros promovessem algo que elas controlavam - oportunidades de emprego. Agora centenas dentre as maiores corporações dos Estados Unidos, como Qwest Communnications e Janus Capital Group, procuram recuperar o controle dos cargos que anunciam, enquanto uma economia em colapso deixa cada vez mais gente procurando por emprego.
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"As companhias entenderam que divulgar empregos é algo de sua responsabilidade," disse Bill Warren, diretor executivo da associação DirectEmployers, uma cooperativa sem fins lucrativos que dirige o JobCentral.org.
Mais de 450 corporações americanas se associaram a diversas agências federais, 47 agências estaduais de emprego e inúmeras universidades e faculdades para anunciar empregos por uma fração do valor cobrado pelos sites de classificados profissionais.
Pagando uma taxa invariável de US$ 15 mil para se associarem, as corporações podem anunciar sem limites nos classificados do JobCentral. Não-associados pagam uma taxa de US$25 para anunciar ou nada se vierem de um centro estadual de empregos.
Isso contrasta com o custo de apenas um anúncio na cidade de Denver, por exemplo: US$ 349 no Yahoo!HotJobs, US$ 385 no Monster.com e US$ 419 no CareerBuilder.com.
Além disso, para incrementar os lucros, essas companhias importunam seus usuários com vendas casadas, mais uma razão pela qual Warren prevê que este modelo de anúncios de emprego online está fadado ao fracasso.
Warren, fundador do primeiro site de classificados profissionais do país, que acabou se transformando no Monster.com, percebeu que a Internet provavelmente tornaria obsoletos os classificados de empregos que visassem ao lucro.
Segundo Warren, anunciar hoje um maço de oportunidades que custava US$ 10 mil em 1998 fica em torno de US$ 1 milhão.
As empresas também preferem o JobCentral por ele direcionar a prospecção diretamente a seus sites, ao invés de deixá-las cativas de terceiros.
"É o retorno da ligação entre aqueles que buscam um emprego e o empregador, sem intermediários. Isso está realmente mudando a cara do setor," disse Ray Schreyer, gerente do programa de recrutamento da IBM.
O empurrão para a cooperação entre as corporações ocorreu em 2007, após o fim do banco de empregos do Departamento do Trabalho americano.
Elas precisavam de um fórum que atendesse aos requisitos da Secretaria de Programas de Conformidade dos Contratos Federais para anunciar seus cargos de forma ampla em diversas localidades.
O JobCentral disponibiliza seus classificados para mais de mil outros sites e para centros de emprego que estão a serviço de profissionais sem acesso à Internet.
Segundo Warren, nos seus primeiros meses, o JobCentral conseguiu superar o líder do setor, Monster.com, em visitas e número de classificados sem qualquer grande estratégia de marketing.
O JobCentral se vale de serviços de busca já existentes para direcionar os profissionais à procura de emprego a seus classificados, uma abordagem bem mais eficaz em termos de custo.
"Cooperamos ao máximo com a iniciativa e planejamos continuar participando nesse nível," disse a porta-voz da Qwest, Jennifer Barton. Segundo ela, devido a custos, a companhia anuncia apenas em número limitado nos sites tradicionais, que ainda são mais amplamente reconhecidos.
Warren prevê que à medida que as pessoas descobrirem o JobCentral como a maior fonte de classificados de emprego dos Estados Unidos, mais e mais empregadores vão utilizá-lo.
Tradução: Amy Traduções

- The New York Times


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