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Domingo, 16 de novembro de 2008, 18h28

Estudo: histórias reproduzidas sem licença atraem leitores da web

Outra razão para estremecer editores de jornais e revistas: em média, a leitura atenta de reproduções online não-autorizadas de seus artigos é quase 1,5 vezes maior do que a do público-leitor de seus próprios sites, de acordo com um estudo divulgado na quinta-feira.

No entanto, o problema, assinalado pela policial dos direitos autorais Attributor Corp., pode se tornar uma oportunidade de ouro se as companhias de mídias conseguirem uma forma de captar a renda publicitária sobre o tráfego dessas histórias pirateadas em blogs e outros sites.

A Attributor, que desenvolve um programa que vasculha a Internet atrás de violações de direitos autorais, estima que, vendendo anúncios com o material não licenciado, um editor da web pode coletar uma renda adicional de, em média, mais de US$ 150 mil.

Não é uma estimativa científica, e se baseou na suposição de que os anunciantes pagariam um dólar por cada 1 mil visitas a páginas com material reproduzido sem autorização.

Na verdade, a Attributor acredita que seus cálculos subestimem as oportunidades de ganho dos editores espoliados. A companhia da cidade de Redwood já trabalha com algumas companhias de mídia que podem gerar mais de um milhão de dólares anuais com anúncios ao reforçar seus direitos online, segundo Rich Pearson, vice-presidente de marketing da Attributor.

"As pessoas que criam todo esse conteúdo não estão sendo justamente recompensadas e os editores estão lutando por cada dólar de receita que conseguirem nesse ambiente," disse Pearson.

Existe um sopro de auto-interesse nas descobertas da Attributor. A companhia privada lucra ao persuadir consumidores potenciais de que a Internet está repleta de abusos de direitos autorais que poderiam se tornar receita se os infratores fossem identificados. Os atuais clientes da Attributor incluem The Associated Press, Reuters e The Financial Times.

Mas a questão da violação de direitos autorais já era um assunto delicado para os executivos da mídia bem antes da Attributor começar a desenvolver seu sistema de detecção em 2006.

Nos casos mais extremos, a luta pelos direitos autorais levou a batalhas legais amargas, como a que culminou na morte do serviço de compartilhamento de música Napster. Com uma conclusão ainda por vir, a Viacom Inc. está processando o líder de buscas na Internet Google Inc. por alegadas violações de direitos autorais pelo seu site de compartilhamento de vídeos, YouTube.

As piores dores-de-cabeça para detentores de direitos autorais diagnosticadas no estudo da Attributor ocorreram em matérias sobre automóveis, viagens e críticas de filmes. O público-leitor das matérias reproduzidas sem licença nessas três categorias era de quatro a sete vezes maior nos sites piratas do que nos seus de origem.

Mesmo se conseguirem extrair mais dinheiro do uso não-autorizado de seu conteúdo, jornais e revistas provavelmente não vão recuperar a renda que evaporou enquanto um crescente número de anunciantes migrou para a Internet nos últimos cinco anos.

Isso porque anúncios na Internet geralmente custam uma fração dos impressos ¿ uma dicotomia que obrigou jornais a dispensar milhares de trabalhadores para compensar os declínios de dois dígitos percentuais em suas receitas.

O estudo da Attributor, conduzido entre 12 de setembro e 12 de outubro, detectou 30 bilhões de páginas da web contendo cópias de matérias provenientes de mais de 100 grandes sites. Nenhum desses sites faz parte da atual lista de clientes da Attributor. Após excluir todo o conteúdo propriamente licenciado, a companhia descartou as páginas que copiaram menos de 50% ou menos de 125 palavras de uma história protegida.

Tradução: Amy Traduções

AP

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