
Atualizada às 12h18 A França nunca foi exatamente tímida em promover sua cultura. Portanto, poucos ficaram surpresos quando o país mostrou-se particularmente interessado em uma nova biblioteca digital que pretendia divulgar a história, a literatura, as artes e as ciências da Europa. Mas quando o novo site, chamado Europeana, entrou no ar, mais da metade dos seus 2 milhões de itens vêm de apenas um dos 27 países que compõem a União Européia: a França.
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Tão abrangente é a dominação cultural francesa no site que outros países têm sua história escrita pelos franceses - e em francês, é claro. "Acho isso extraordinário", disse Viviane Reding, a representante da Comissão Européia responsável pelo projeto. "A França tem metade do conteúdo - a queda do Muro de Berlim está ilustrada por um documentário da TV francesa".
Ela disse também que alguns países, que se demonstraram céticos a respeito do projeto, mudaram de idéia agora que a biblioteca digital é uma realidade.
A Europeana combina os recursos digitais de museus e bibliotecas e fornece informações que incluem pinturas, mapas, vídeos e jornais. O material tem copyright livre, podendo ser baixado para blogs, pesquisas e trabalhos escolares por qualquer um com uma conexão à Internet.
As imagens online incluem a Carta Magna britânica, a obra de Vermeer "Moça com brinco de pérola" e uma cópia da Divina Comédia de Dante.
Mas apenas 1% do conteúdo tem informações sobre a Alemanha; 1,4% sobre a Espanha e apenas 10% sobre a Grã-Bretanha.
Já Stephen Bury, que lidera as coleções americana e britânica na Biblioteca Britânica, descreveu a Europeana como "uma grande conquista", e disse que sua instituição não se incomoda com o predomínio da cultura gálica.
The New York Times
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