
Georgina Prodhan
Os executivos estavam se esforçando por defender o investimento em suas empresas, e declararam que a experiência adquirida os havia deixado em melhor forma para sobreviver à iminente recessão, se comparados a outros setores que não enfrentaram os mesmos problemas.
"Tivemos uma crise nas telecomunicações em 2001, e creio que aprendemos algumas coisas importantes na Ericsson, e tê-las em mente agora será válido", disse Hans Vestberg, vice-presidente financeiro da empresa durante a conferência do Morgan Stanley sobre tecnologia, mídia e telecomunicações.
"O foco deve ser o custo, não importa o que esteja acontecendo... foi o que aprendemos em 2001 e temos sempre em mente", disse ele. "Você pode perceber que nos últimos 12 meses estamos concentrados na geração de caixa. E continuaremos assim".
Os temas de gerar caixa, cortar custos, diversificar a base de consumidores e ampliar a proporção de receitas recorrentes foram muito repetidos por empresas de setores como software, telecomunicações e os serviços de tecnologia da informação.
Leo Apotheker, co-presidente executivo da gigante do software de gestão SAP, apontou para os 40 por cento de vendas da empresa que derivam de fontes constantes, tais como manutenção e serviços, hoje, ante apenas metade dessa proporção em 1998.
A SAP finalmente começou a mostrar as marcas da pressão econômica mundial no terceiro trimestre, alertando na semana passada que suas vendas haviam caído dramaticamente nas duas semanas finais de setembro.
A Autonomy, uma empresa britânica cujo software ajuda companhias a cumprir regulamentações financeiras, também elevou suas receitas recorrentes a 50 por cento do faturamento, ante os 25 por cento de 2002.
Reuters
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