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Domingo, 23 de novembro de 2008, 09h59 Atualizada às 10h03

Microsoft trabalha padrão entre editores e buscas

Em uma manobra para redefinir a relação freqüentemente irascível entre editores online e ferramentas de busca, a Microsoft planeja ajudar os donos de mídia europeus a proteger e a lucrar com seus conteúdos online, disse o advogado de direitos intelectuais da Microsoft, Thomas Rubin, na quarta-feira.

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Rubin disse que a Microsoft planejava trabalhar em maior proximidade com editores no desenvolvimento de um novo padrão tecnológico que lhes daria maior controle sobre o que acontece com seu material após este retornar nas buscas de ferramentas como Live Search da Microsoft, Google e Yahoo.

O padrão, chamado de Protocolo de Acesso a Conteúdo Automatizado, "tem potencial para ser um elemento importante de modelos de negócios mais vibrantes para editores no futuro," disse Rubin. Seus comentários, embora não sejam plenamente aceitos, são o endosso mais forte dos novos padrões dentre as grandes ferramentas de busca e ocorrem após embates acirrados entre o Google e editores sobre questões de direitos autorais.

O Protocolo de Acesso a Conteúdo Automatizado foi lançado há um ano e é apoiado por centenas de editores, disse Angela Mills Wade, diretora executiva do Conselho de Editores Europeus. Até agora, no entanto, nenhuma das ferramentas de busca adotou o sistema. Ao invés disso, elas usam um programa de 15 anos chamado robots.txt. Para garantir que seus artigos aparecessem nas buscas, os editores também tiveram que continuar usando o robots.txt, o que lhes dá pouco controle sobre o que acontece com seu conteúdo após ser colocado na Internet.

Rubin disse que a adoção do novo protocolo poderia incentivar os editores a colocar mais informações disponíveis em formato digital. Alguns editores de jornais, por exemplo, têm relutado em colocar seus arquivos online.

Para complicar as batalhas entre as ferramentas de busca e os donos de direitos autorais, existe discordância sobre a melhor forma de lucrar com o crescimento da Internet. Alguns editores de jornais, por exemplo, tentam disponibilizar seu material para que as ferramentas de busca encontrem seus artigos com facilidade, num esforço para atrair mais tráfego na Web e vender mais anúncios online.

Críticos do Protocolo de Acesso a Conteúdo Automatizado o comparam aos sistemas de "gerenciamento de direitos digitais," impostos sobre alguns serviços de música online, dizendo que tais restrições inibem o desenvolvimento de modelos de negócios na Internet. Mas Rubin afirma que a prática de oferecer acesso livre, praticamente irrestrito, a jornais online tem seus limites, porque a receita de anúncios na Internet não compensa a perda de leitores e de anúncios impressos dos jornais.

"O setor impresso tentou o modelo gratuito por uma década e não funcionou," Rubin disse em entrevista. Mas o Google não mostra entusiasmo pelo novo protocolo.

"Apoiamos iniciativas que tenham o objetivo de ajudar ferramentas de busca e editores da Web a trabalharem juntos, mas é importante que tais iniciativas funcionem para a Web como um todo ¿ o que significa os milhões de editores da Web, não apenas uma pequena minoria," afirmou o Google. Entre outras coisas, o Google se preocupa que, sob o novo protocolo, os editores tenham controle sobre os pedaços de texto que aparecem nas buscas do Google, permitindo que spammers abusem do sistema.

Tradução: Amy Traduções

Herald Tribune

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