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Tecnologia

 
 

Convivência com robôs pode levar a isolamento social

19 de dezembro de 2008 14h15 atualizado às 15h00

O My Spoon é um dos diversos tipos de robô que cuidam de idosos ou crianças. Foto: AFP

O My Spoon é um dos diversos tipos de robô que cuidam de idosos ou crianças
Foto: AFP

O crescente uso de robôs "de companhia", como os que cuidam de idosos ou brincam com crianças, poderia levar ao isolamento social pela falta de contato humano. A idéia é defendida pelo pesquisador britânico Noel Sharkey, especialista em inteligência artificial.

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Sharkey, professor da Universidade de Sheffield, escreveu um artigo para a revista científica Science em que diz que a convivência com estes robôs deve ser limitado, evitando horas seguidas sem nenhuma interação humana. O cientista disse ao jornal inglês Telegraph que pesquisas com robôs usados como assistentes pessoais mostram um grande apego e a criação de laços afetivos por crianças - que, na maioria dos casos, preferem um robô a um ursinho de pelúcia.

O contato por períodos curtos, afirma Sharkey, pode ser uma experiência agradável e divertida que desperta interesse e curiosidade. Mas a segurança física oferecida pelo robô poderia levar a diferentes níveis de isolamento social, com um impacto psicológico ainda desconhecido no crescimento infantil.

Os robôs criados para tomar conta de idosos, alerta o professor, podem ajudá-los a manter sua independência, mas também aumentam o risco de isolamento. Ele diz que idosos precisam do contato humano mantido com enfermeiros e outras pessoas que os ajudam nas tarefas diárias.

Segundo informações do Telegraph, as estimativas são de que as vendas de robôs destinados a serviços pessoais tenham ultrapassado os 5 milhões em todo o mundo em 2008, e que esse número dobre até 2011.

Redação Terra