
Atualizada às 14h45 O crescente uso de robôs "de companhia", como os que cuidam de idosos ou brincam com crianças, poderia levar ao isolamento social pela falta de contato humano. A idéia é defendida pelo pesquisador britânico Noel Sharkey, especialista em inteligência artificial.
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Sharkey, professor da Universidade de Sheffield, escreveu um artigo para a revista científica Science em que diz que a convivência com estes robôs deve ser limitado, evitando horas seguidas sem nenhuma interação humana. O cientista disse ao jornal inglês Telegraph que pesquisas com robôs usados como assistentes pessoais mostram um grande apego e a criação de laços afetivos por crianças - que, na maioria dos casos, preferem um robô a um ursinho de pelúcia.
O contato por períodos curtos, afirma Sharkey, pode ser uma experiência agradável e divertida que desperta interesse e curiosidade. Mas a segurança física oferecida pelo robô poderia levar a diferentes níveis de isolamento social, com um impacto psicológico ainda desconhecido no crescimento infantil.
Os robôs criados para tomar conta de idosos, alerta o professor, podem ajudá-los a manter sua independência, mas também aumentam o risco de isolamento. Ele diz que idosos precisam do contato humano mantido com enfermeiros e outras pessoas que os ajudam nas tarefas diárias.
Segundo informações do Telegraph, as estimativas são de que as vendas de robôs destinados a serviços pessoais tenham ultrapassado os 5 milhões em todo o mundo em 2008, e que esse número dobre até 2011.
Redação Terra
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AFP
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